PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
A utilização de antibióticos tem revolucionado o tratamento de determinadas enfermidades, muitas vezes letais. No entanto, em muitas situações, verifica-se que as indicações de tais medicações são inadequadas, não havendo, em muitas ocasiões, necessidade do seu uso. Em relação a antibioticoprofilaxia cirúrgica é CORRETO afirmar:
Antibioticoprofilaxia cirúrgica: indicada em imunossuprimidos (ex: diabéticos descompensados) para reduzir risco de infecção.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é fundamental para prevenir infecções do sítio cirúrgico, especialmente em pacientes com fatores de risco como imunossupressão (ex: diabetes descompensado). Nesses casos, a profilaxia é crucial mesmo em cirurgias consideradas limpas, onde o risco de infecção é inerentemente menor, mas aumentado pela condição do paciente.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia crucial para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), que representam uma complicação significativa e onerosa. O objetivo é atingir concentrações teciduais adequadas do antibiótico no momento da incisão cirúrgica e mantê-las durante todo o procedimento, cobrindo os patógenos mais prováveis de causar infecção. As indicações para a profilaxia não se restringem apenas a cirurgias com alto risco de contaminação (limpas-contaminadas ou contaminadas). Ela é igualmente importante em cirurgias limpas quando o paciente apresenta fatores de risco intrínsecos que aumentam sua suscetibilidade a infecções. Pacientes imunossuprimidos, como diabéticos descompensados, aqueles em uso crônico de corticoides, desnutridos ou com doença renal crônica, têm um risco significativamente maior de desenvolver ISC, justificando a profilaxia. É fundamental que residentes compreendam a farmacocinética dos antibióticos utilizados na profilaxia, como a cefazolina (preferível à cefalotina devido à sua meia-vida mais longa), e as diretrizes para doses adicionais em cirurgias prolongadas. A profilaxia é um evento perioperatório e não deve se estender ao pós-operatório, pois isso não confere benefício adicional na prevenção de ISC e contribui para a resistência antimicrobiana. A correta aplicação da antibioticoprofilaxia é um pilar da segurança do paciente em cirurgia.
As principais indicações para antibioticoprofilaxia cirúrgica incluem cirurgias limpas-contaminadas, cirurgias contaminadas, e cirurgias limpas em pacientes com fatores de risco para infecção do sítio cirúrgico, como imunossupressão (diabetes descompensado, desnutrição, uso de corticoides), presença de próteses ou implantes, e cirurgias de grande porte.
A cefazolina é preferível à cefalotina na profilaxia cirúrgica principalmente por sua meia-vida plasmática mais longa, o que permite um regime de dosagem menos frequente e mantém concentrações teciduais adequadas por mais tempo, facilitando a administração e aumentando a eficácia profilática.
Não, a antibioticoprofilaxia cirúrgica é definida como a administração de antibióticos *antes* da incisão e, se necessário, durante a cirurgia (doses adicionais em procedimentos prolongados ou com grande perda sanguínea). A administração de antibióticos no pós-operatório para fins profiláticos não é recomendada e pode aumentar o risco de resistência antimicrobiana sem benefício adicional na prevenção de infecções do sítio cirúrgico.
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