UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Está indicado o uso de antibioticoprofilaxia na cirurgia de colecistectomia videolaparoscópica nos seguintes casos: I. Paciente com ASA ≥3; II. Sintoma de cólica biliar há menos de 30 dias; III. Gravidez; IV. Cirurgia de emergência.
Antibioticoprofilaxia em colecistectomia videolaparoscópica: Indicada para ASA ≥3, gravidez, cirurgia de emergência e colecistite aguda/subaguda.
A antibioticoprofilaxia em colecistectomia videolaparoscópica não é universalmente indicada para todos os casos eletivos de baixo risco. Ela é reservada para pacientes com fatores de risco aumentados para infecção do sítio cirúrgico, como classificação ASA ≥3, condições que aumentam o risco de contaminação (colecistite aguda, obstrução biliar) ou situações de maior vulnerabilidade (gravidez, cirurgia de emergência).
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma medida fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia. Na colecistectomia videolaparoscópica, a decisão de usar profilaxia depende da classificação da cirurgia e dos fatores de risco do paciente. Embora seja classificada como uma cirurgia limpa-contaminada, a profilaxia não é universalmente indicada para todos os casos eletivos de baixo risco, como pacientes ASA I ou II sem colecistite aguda. A compreensão das indicações específicas é crucial para evitar o uso desnecessário de antibióticos, que contribui para a resistência antimicrobiana, e para garantir a segurança do paciente. As diretrizes atuais recomendam a antibioticoprofilaxia em colecistectomia videolaparoscópica para pacientes com fatores de risco aumentados. Isso inclui pacientes com classificação ASA ≥3, que apresentam comorbidades significativas como doenças cardíacas, pulmonares ou renais graves, aumentando sua vulnerabilidade a infecções. Outras indicações importantes são a presença de colecistite aguda, colangite ou obstrução biliar, que elevam o risco de contaminação bacteriana. Cirurgias de emergência, devido à falta de tempo para preparo adequado e à maior probabilidade de inflamação ou infecção pré-existente, também justificam a profilaxia. Em pacientes grávidas, a decisão é ponderada, mas a profilaxia pode ser considerada para minimizar riscos maternos e fetais. Para residentes, é essencial dominar esses critérios para otimizar o manejo perioperatório. A escolha do antibiótico profilático deve cobrir os patógenos mais prováveis (geralmente gram-negativos entéricos e anaeróbios) e ser administrada no momento correto (geralmente 30-60 minutos antes da incisão cirúrgica). A duração da profilaxia é tipicamente de dose única, a menos que haja infecção estabelecida. A adesão rigorosa a essas diretrizes não apenas melhora os resultados do paciente, mas também promove o uso racional de antibióticos, um pilar na luta contra a resistência.
As principais indicações incluem pacientes com classificação ASA ≥3, presença de colecistite aguda ou obstrução biliar, cirurgias de emergência, pacientes imunocomprometidos e, em algumas diretrizes, pacientes grávidas devido a considerações de risco.
Pacientes com ASA ≥3 possuem comorbidades significativas que aumentam o risco de complicações pós-operatórias, incluindo infecções. A profilaxia visa mitigar esse risco elevado, mesmo em cirurgias consideradas de baixo a moderado risco de contaminação.
A cólica biliar isolada, sem sinais de inflamação aguda (como febre, leucocitose ou ultrassom compatível com colecistite), geralmente não é uma indicação para profilaxia. No entanto, se a cólica biliar for um sintoma de colecistite aguda ou subaguda, a profilaxia é recomendada devido ao risco aumentado de infecção.
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