SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Em relação à antibioticoprofilaxia cirúrgica, é CORRETO afirmar que:
Objetivo da profilaxia = ↓ carga bacteriana no sítio cirúrgico para prevenir infecção (ISC).
A antibioticoprofilaxia visa manter níveis séricos e teciduais adequados do fármaco durante todo o período de exposição da ferida operatória, reduzindo a incidência de infecção de sítio cirúrgico.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma das medidas mais eficazes para a redução da morbimortalidade perioperatória. Seu fundamento baseia-se na administração de um agente antimicrobiano antes da contaminação bacteriana ocorrer, visando impedir a proliferação de microrganismos que colonizam a pele ou mucosas do paciente no local da incisão. É importante distinguir profilaxia de tratamento: a profilaxia é direcionada a pacientes sem infecção prévia, enquanto o tratamento (antibioticoterapia) é indicado para infecções já estabelecidas. O uso racional de antibióticos nesse cenário também é crucial para evitar a seleção de cepas resistentes e reduzir efeitos colaterais como a colite por Clostridioides difficile. A escolha do agente deve considerar o espectro de ação contra os patógenos mais prováveis daquele sítio anatômico, o perfil de segurança e o custo. A descontinuação precoce (geralmente em até 24 horas após o término da cirurgia) é recomendada pelas principais diretrizes internacionais, como as da OMS e do CDC.
O antibiótico deve ser administrado de forma que o pico de concentração tecidual ocorra no momento da incisão cirúrgica. Para a maioria dos betalactâmicos (como a cefazolina), isso significa administrar entre 30 a 60 minutos antes da incisão. Antibióticos com meia-vida longa ou que exigem infusão lenta, como a vancomicina ou fluoroquinolonas, devem ser iniciados até 120 minutos antes do procedimento para garantir níveis terapêuticos adequados no início da cirurgia.
A dose de reforço intraoperatória é indicada em duas situações principais: quando a duração da cirurgia excede duas meias-vidas do antibiótico utilizado (por exemplo, repetir cefazolina após 3-4 horas) ou em casos de perda sanguínea maciça estimada em mais de 1.500 mL em adultos, o que pode diluir a concentração do fármaco no compartimento intravascular e tecidual.
Não. A indicação depende do potencial de contaminação da cirurgia (limpa, potencialmente contaminada, contaminada ou infectada) e do risco de complicações caso ocorra infecção (ex: implante de próteses). Em cirurgias limpas sem implantes, a profilaxia muitas vezes não é necessária. Já em cirurgias potencialmente contaminadas ou limpas com uso de próteses, a profilaxia é mandatória para reduzir a carga bacteriana e prevenir a infecção de sítio cirúrgico.
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