HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2022
Com relação à antibioticoprofilaxia cirúrgica, o Colégio Brasileiro de Cirurgiões – CBC aponta que a principal condição que favorece à resistência bacteriana é:
Antibioticoprofilaxia: principal risco de resistência é a alteração da flora bacteriana.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica, quando inadequada (duração excessiva, espectro amplo desnecessário), pode levar à disbiose, selecionando bactérias resistentes e aumentando o risco de infecções posteriores por patógenos multirresistentes, o que é um fator chave para o desenvolvimento de resistência bacteriana.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia. Seu uso racional é crucial para maximizar os benefícios e minimizar os riscos, principalmente o desenvolvimento de resistência bacteriana. O Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e outras entidades médicas enfatizam a importância de diretrizes claras. O principal fator que favorece a resistência bacteriana no contexto da antibioticoprofilaxia é a alteração da flora bacteriana normal do paciente. Quando um antibiótico é administrado, ele não atinge apenas os patógenos-alvo, mas também a microbiota comensal. Um antibiótico de espectro muito amplo ou uma duração prolongada da profilaxia pode eliminar bactérias sensíveis, criando um nicho ecológico para o crescimento e a seleção de cepas resistentes. Essa disbiose pode levar à colonização por microrganismos multirresistentes, aumentando o risco de infecções futuras por patógenos mais difíceis de tratar. Portanto, a escolha do antibiótico, o momento da administração e, especialmente, a duração da profilaxia devem ser rigorosamente controlados para evitar a pressão seletiva sobre a flora bacteriana e preservar a eficácia dos antimicrobianos.
O principal objetivo é prevenir infecções do sítio cirúrgico (ISC) através da administração de antibióticos em um período perioperatório curto e específico, visando reduzir a carga bacteriana no local da incisão.
A alteração da flora bacteriana (disbiose) pelo uso de antibióticos seleciona e favorece o crescimento de microrganismos resistentes, que podem então colonizar o paciente e causar infecções futuras de difícil tratamento.
As diretrizes incluem escolher o antibiótico com espectro adequado para os patógenos esperados, administrá-lo no momento correto (geralmente 30-60 minutos antes da incisão) e por uma duração mínima (geralmente uma única dose ou até 24 horas).
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