Antibioticoprofilaxia em Hérnia Umbilical: Quando Indicar?

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Uma mulher de 45 anos, hipertensa controlada, com índice de massa corporal de 20 kg/m², é submetida a procedimento de correção de hérnia umbilical em regime ambulatorial sob anestesia local. O anel herniário aparenta ter cerca de 1,5 cm de diâmetro. Diante disso, o médico opta pela correção sem o uso de telas de reforço.Em relação ao uso profilático de antibióticos nesse caso, é correto afirmar que a

Alternativas

  1. A) antibioticoprofilaxia é justificada por conta da hipertensão arterial.
  2. B) cirurgia realizada é considerada limpa, sem indicação de antibioticoprofilaxia.
  3. C) cirurgia foi realizada sob anestesia local, dispensando a antibioticoprofilaxia.
  4. D) antibioticoprofilaxia está indicada, pois a cirurgia ocorreu em regime ambulatorial.

Pérola Clínica

Cirurgia limpa (hérnia umbilical sem tela) → NÃO há indicação de antibioticoprofilaxia.

Resumo-Chave

A classificação da cirurgia como 'limpa' é o principal fator para decidir sobre a antibioticoprofilaxia. Procedimentos limpos, sem implante de prótese e em pacientes sem fatores de risco específicos, geralmente não requerem antibióticos profiláticos, independentemente do tipo de anestesia ou regime ambulatorial.

Contexto Educacional

A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia fundamental para reduzir a incidência de infecções de sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e custosas em cirurgia. Sua indicação deve ser criteriosa, baseada na classificação da ferida cirúrgica, no tipo de procedimento e nos fatores de risco do paciente, visando maximizar o benefício e minimizar a resistência antimicrobiana. A classificação das feridas cirúrgicas em limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas é o pilar para a decisão. Cirurgias limpas, como a correção de hérnia umbilical sem uso de tela, envolvem incisões em tecidos estéreis, sem inflamação ou penetração em órgãos ocos, e geralmente apresentam baixo risco de ISC, não justificando a profilaxia antibiótica. A presença de implantes protéticos, como telas, ou fatores de risco específicos do paciente (ex: imunossupressão, desnutrição grave) podem alterar essa recomendação. O uso indiscriminado de antibióticos profiláticos contribui para a seleção de bactérias resistentes. Portanto, é crucial que residentes e profissionais de saúde compreendam as diretrizes para a profilaxia, aplicando-a apenas quando estritamente indicada. A cirurgia ambulatorial e a anestesia local não são, por si só, critérios para iniciar a profilaxia em um procedimento limpo.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações gerais para antibioticoprofilaxia cirúrgica?

A antibioticoprofilaxia é indicada principalmente em cirurgias contaminadas, potencialmente contaminadas, ou em cirurgias limpas com implante de próteses ou em pacientes com alto risco de infecção.

Por que a cirurgia de hérnia umbilical sem tela é considerada limpa?

É considerada limpa porque envolve incisão em pele íntegra, sem penetração em vísceras ocas ou inflamação pré-existente, e não há implante de material protético que aumente o risco de infecção.

Fatores como hipertensão ou anestesia local influenciam a necessidade de profilaxia?

Não, comorbidades controladas como hipertensão ou o tipo de anestesia (local) não são, por si só, indicações para antibioticoprofilaxia em cirurgias classificadas como limpas.

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