UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
A antibioticoterapia pós-operatória nas cirurgias ELETIVAS de cólon deverá ser empregada:
Antibioticoprofilaxia em cirurgia de cólon: individualizar, considerar microbiota local e consultar CCIH.
A antibioticoterapia pós-operatória em cirurgias eletivas de cólon deve ser cuidadosamente avaliada. Enquanto a profilaxia pré-operatória é padrão, a continuação de antibióticos no pós-operatório sem infecção estabelecida não é rotina e deve ser guiada por fatores de risco individuais e pelo perfil microbiológico local, em consulta com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), especialmente em procedimentos classificados como contaminados ou potencialmente contaminados, como as cirurgias eletivas de cólon. A importância clínica reside na diminuição da morbidade, mortalidade e custos hospitalares associados às ISCs. A escolha do antibiótico deve cobrir a flora esperada (gram-negativos e anaeróbios) e ser baseada em diretrizes locais e no perfil de resistência da instituição. A fisiopatologia da ISC envolve a contaminação do campo cirúrgico por microrganismos, que podem proliferar se as defesas do hospedeiro forem superadas. A profilaxia age reduzindo a carga bacteriana no momento da incisão. A decisão de prescrever antibióticos pós-operatórios deve ser individualizada, considerando fatores de risco do paciente (ex: imunossupressão, desnutrição), o tipo de cirurgia e a ocorrência de contaminação intraoperatória. A consulta à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) é vital para orientar a escolha do antibiótico com base na epidemiologia local. O tratamento da ISC, quando ocorre, exige antibióticos terapêuticos direcionados e, muitas vezes, reintervenção cirúrgica. A profilaxia adequada, com dose única na indução anestésica e, se necessário, redoses intraoperatórias, é a prática padrão. A manutenção de antibióticos por vários dias no pós-operatório sem infecção comprovada não traz benefícios adicionais e contribui para a resistência antimicrobiana. Portanto, a adesão a protocolos de profilaxia de curta duração é essencial para otimizar os resultados e promover o uso racional de antimicrobianos.
O principal objetivo é prevenir infecções do sítio cirúrgico (ISC), que são complicações graves e comuns em cirurgias colorretais devido à alta carga bacteriana do cólon. A profilaxia visa reduzir a contaminação bacteriana durante o procedimento.
A consulta à CCIH é crucial porque o perfil de resistência antimicrobiana varia entre hospitais. A CCIH pode fornecer dados sobre a microbiota local e os padrões de sensibilidade, orientando a escolha do antibiótico mais eficaz para a profilaxia e tratamento.
Não, a antibioticoterapia pós-operatória prolongada não é rotineiramente indicada em cirurgias eletivas de cólon se a profilaxia pré-operatória foi adequada e não há sinais de infecção. A profilaxia geralmente se estende por no máximo 24 horas após a cirurgia.
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