Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023
Em relação ao uso de antibiótico profilático em cirurgia, assinale a alternativa CORRETA:
Cesareana: ATB profilático APÓS clampeamento cordão umbilical → ↓ risco neonatal.
A administração de antibiótico profilático em cesarianas deve ocorrer após o clampeamento do cordão umbilical para minimizar a exposição do neonato ao antibiótico, sem comprometer a eficácia na prevenção de infecção do sítio cirúrgico materno.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma medida fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e custosas em cirurgia. A escolha do antibiótico, a dose e o momento da administração são cruciais para sua eficácia. A profilaxia deve ser direcionada aos patógenos mais prováveis, considerando o tipo de cirurgia e o perfil epidemiológico local. O momento ideal para a administração do antibiótico é crucial: deve ser feito dentro de 60 minutos antes da incisão cirúrgica (ou 120 minutos para vancomicina e fluoroquinolonas) para que o fármaco atinja concentrações teciduais terapêuticas no momento da contaminação. A duração da profilaxia geralmente não deve exceder 24 horas, pois estudos demonstram que o prolongamento não confere benefício adicional e pode selecionar cepas resistentes. Em cirurgias específicas como a cesariana, o timing é ainda mais particular. A recomendação atual é administrar o antibiótico profilático após o clampeamento do cordão umbilical. Essa prática visa minimizar a exposição fetal ao antibiótico, reduzindo o risco de efeitos adversos no neonato, sem comprometer a proteção materna contra infecções pós-operatórias.
A administração deve ser feita dentro de 60 minutos antes da incisão cirúrgica (ou 120 minutos para vancomicina/fluoroquinolonas) para garantir níveis teciduais adequados no momento da incisão.
Para reduzir a exposição do recém-nascido ao antibiótico, minimizando potenciais efeitos adversos neonatais, sem comprometer a prevenção de infecção materna.
Geralmente, uma única dose é suficiente. O prolongamento por mais de 24 horas não demonstrou benefício adicional e pode aumentar a resistência bacteriana.
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