UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
É um antibiótico da classe dos carbapenêmicos que deve ser evitado no tratamento de infecções causadas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa:
Ertapenem é o único carbapenêmico sem cobertura para Pseudomonas aeruginosa.
O ertapenem é um carbapenêmico com um espectro de ação amplo, cobrindo muitas bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e anaeróbias. No entanto, ele se diferencia dos outros carbapenêmicos (como imipenem, meropenem e doripenem) por não possuir atividade significativa contra Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii, sendo, portanto, inadequado para infecções causadas por esses patógenos.
Os carbapenêmicos são uma classe de antibióticos beta-lactâmicos de amplo espectro, frequentemente reservados para o tratamento de infecções graves e multirresistentes. Eles são conhecidos por sua atividade contra bactérias Gram-positivas, Gram-negativas (incluindo ESBL-produtoras) e anaeróbias. No entanto, é crucial reconhecer as diferenças dentro da própria classe para otimizar a terapia antimicrobiana. O ertapenem se destaca por não cobrir patógenos não fermentadores como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii. Essa característica o torna inadequado para infecções onde esses microrganismos são suspeitos ou confirmados. Em contraste, imipenem, meropenem e doripenem mantêm atividade contra Pseudomonas aeruginosa, sendo opções valiosas para infecções graves por essa bactéria, especialmente em ambientes hospitalares. A escolha do carbapenêmico deve ser guiada pelo perfil de sensibilidade do patógeno, o sítio da infecção, as comorbidades do paciente e o perfil de efeitos adversos. Compreender as nuances do espectro de cada carbapenêmico é fundamental para evitar falhas terapêuticas e para a gestão racional dos antimicrobianos, combatendo a resistência bacteriana.
Os carbapenêmicos são antibióticos beta-lactâmicos de amplo espectro. Imipenem, meropenem e doripenem cobrem Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii. O ertapenem, por sua vez, não possui atividade contra esses patógenos, mas tem uma meia-vida mais longa, permitindo dose única diária.
O ertapenem tem menor afinidade pelas proteínas de ligação à penicilina (PBPs) de Pseudomonas aeruginosa e é mais suscetível à hidrólise por algumas beta-lactamases produzidas por essa bactéria, o que resulta em falta de atividade clínica contra ela.
Imipenem, meropenem e doripenem são indicados para infecções graves causadas por Pseudomonas aeruginosa, especialmente em casos de resistência a outros antibióticos ou em pacientes imunocomprometidos, devido ao seu amplo espectro e potência.
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