HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
A categoria de anti-hipertensivo contraindicada durante a gravidez é:
IECA e BRA → contraindicados na gravidez devido a teratogenicidade fetal grave (disfunção renal, oligodrâmnio).
Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA) são absolutamente contraindicados durante toda a gestação, especialmente no segundo e terceiro trimestres, devido ao risco de malformações fetais graves, como anomalias renais e oligodrâmnio, que podem levar à morte fetal.
A hipertensão arterial é uma condição comum que pode complicar a gravidez, exigindo manejo cuidadoso para proteger tanto a mãe quanto o feto. A escolha do anti-hipertensivo é crucial, pois muitos medicamentos podem ter efeitos teratogênicos ou prejudiciais ao desenvolvimento fetal. Entre as classes de anti-hipertensivos, os Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) e os Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA) são categoricamente contraindicados durante toda a gestação. A contraindicação dos IECA e BRA se deve aos seus efeitos adversos graves no feto, especialmente a partir do segundo trimestre. Eles podem causar disfunção renal fetal, oligodrâmnio (redução do volume de líquido amniótico), hipoplasia pulmonar, restrição de crescimento intrauterino e até morte fetal. O sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) desempenha um papel vital no desenvolvimento renal fetal, e o bloqueio desse sistema pelos IECA/BRA compromete essa função. Para residentes, é fundamental conhecer as opções seguras para o tratamento da hipertensão na gravidez, como metildopa, labetalol, nifedipino e hidralazina, e sempre questionar o uso de IECA/BRA em mulheres em idade fértil. A substituição dessas medicações deve ser planejada antes da concepção ou assim que a gravidez for confirmada, para minimizar os riscos ao feto.
O uso de IECA na gravidez está associado a riscos de malformações fetais, como disfunção renal, oligodrâmnio, hipoplasia pulmonar e anomalias craniofaciais, especialmente no segundo e terceiro trimestres, podendo levar à morte fetal.
Anti-hipertensivos considerados seguros na gravidez incluem metildopa, labetalol, nifedipino (bloqueador de canal de cálcio) e hidralazina. A escolha é individualizada conforme a condição clínica da paciente e a experiência do médico.
IECA bloqueiam a conversão de angiotensina I em angiotensina II, que é essencial para o desenvolvimento renal fetal e a regulação do líquido amniótico. O bloqueio desse sistema leva a disfunção renal fetal e oligodrâmnio.
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