AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2022
Assinale a alternativa que apresenta o grupo de drogas anti-hipertensivas que NÃO deve ser ministrado na gestação.
IECA e BRA são CONTRAINDICADOS na gestação devido a teratogenicidade e risco de toxicidade fetal.
Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) e Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA) são absolutamente contraindicados durante toda a gestação, especialmente no segundo e terceiro trimestres, devido ao risco de malformações fetais, insuficiência renal e oligodrâmnio.
A hipertensão arterial na gestação é uma condição comum que pode trazer sérias complicações para a mãe e o feto, como pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro. O manejo adequado da pressão arterial é crucial, mas a escolha dos medicamentos anti-hipertensivos deve ser feita com extremo cuidado devido aos potenciais efeitos teratogênicos ou tóxicos para o feto. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são classes de medicamentos amplamente utilizados para hipertensão, mas são categoricamente contraindicados durante toda a gestação. Sua ação no sistema renina-angiotensina-aldosterona fetal pode levar a disfunção renal, oligodrâmnio, hipoplasia pulmonar e anomalias craniofaciais, com maior risco no segundo e terceiro trimestres. Para o tratamento da hipertensão na gestação, as opções de primeira linha incluem a metildopa, um agonista alfa-2 de ação central, e o labetalol, um beta-bloqueador com atividade alfa-1. Bloqueadores de canal de cálcio como o nifedipino também são seguros e eficazes. A hidralazina é outra opção, frequentemente usada em emergências hipertensivas. É imperativo que residentes e médicos estejam cientes dessas contraindicações para garantir a segurança materno-fetal.
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são as classes de anti-hipertensivos formalmente contraindicadas na gestação devido aos riscos de teratogenicidade e toxicidade fetal.
As opções seguras incluem metildopa, labetalol, nifedipino (bloqueador de canal de cálcio) e hidralazina. A escolha depende da condição clínica e da resposta individual.
O uso de IECA/BRA na gestação pode levar a malformações congênitas, insuficiência renal fetal, oligodrâmnio, restrição de crescimento intrauterino e até óbito fetal, especialmente quando utilizados no segundo e terceiro trimestres.
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