UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Na escolha do anti-hiperglicemiante para o paciente diabético alguns pontos devem ser considerados. Com base nas medicações e seus efeitos esperados, assinale a alternativa que apresenta a associação correta.A GlibenclamidaB DapaglifozinaC PioglitazonaD SemaglutidaI. Maior risco de hipoglicemia II. Favorece o ganho de peso III. Reduz o risco cardiovascular IV. Contribui para perda de peso
Glibenclamida → hipoglicemia; Pioglitazona → ganho de peso; Semaglutida → ↓ risco CV; Dapaglifozina → perda de peso.
A escolha do anti-hiperglicemiante deve considerar não apenas o controle glicêmico, mas também os efeitos sobre o peso, risco cardiovascular e risco de hipoglicemia. Sulfonilureias (Glibenclamida) têm alto risco de hipoglicemia, tiazolidinedionas (Pioglitazona) causam ganho de peso, iSGLT2 (Dapaglifozina) e análogos de GLP-1 (Semaglutida) promovem perda de peso e têm benefícios cardiovasculares.
A escolha do anti-hiperglicemiante para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 é uma decisão complexa que vai além do simples controle glicêmico. É fundamental considerar o perfil de segurança, os efeitos sobre o peso, o risco de hipoglicemia e os benefícios cardiovasculares e renais, especialmente em pacientes com comorbidades. As sulfonilureias, como a Glibenclamida, são potentes secretagogos de insulina, mas seu uso está associado a um risco significativo de hipoglicemia e ganho de peso. Em contraste, os inibidores do SGLT2, como a Dapaglifozina, atuam aumentando a excreção urinária de glicose, promovendo perda de peso, redução da pressão arterial e, notavelmente, benefícios cardiovasculares e renais comprovados. As tiazolidinedionas, representadas pela Pioglitazona, melhoram a sensibilidade à insulina, mas podem causar ganho de peso e retenção hídrica, além de estarem associadas a risco de fraturas e insuficiência cardíaca. Por fim, os análogos do GLP-1, como a Semaglutida, são injetáveis que promovem perda de peso, reduzem o apetite e têm robustos benefícios cardiovasculares, sendo uma excelente opção para pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. Compreender essas nuances é crucial para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos dos pacientes diabéticos.
As sulfonilureias, como a Glibenclamida, são conhecidas por estimular a secreção de insulina de forma independente da glicemia, conferindo um alto risco de hipoglicemia, especialmente em idosos ou com insuficiência renal.
Os inibidores do SGLT2 (como Dapaglifozina) e os análogos do GLP-1 (como Semaglutida) são classes que, além do controle glicêmico, promovem perda de peso e demonstraram reduzir eventos cardiovasculares e renais.
A Pioglitazona, uma tiazolidinediona, atua aumentando a sensibilidade à insulina. Seu mecanismo pode levar à retenção hídrica e ao aumento do tecido adiposo, resultando em ganho de peso.
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