MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Uma paciente de 55 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), comparece à consulta de acompanhamento. Ela já utiliza Furosemida e Carvedilol, mas o médico decide adicionar um fármaco que atua no Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA) com o objetivo de reduzir a fibrose miocárdica e a mortalidade. Após 15 dias de uso da nova medicação, os exames laboratoriais de rotina revelam um nível de potássio sérico de 5,5 mEq/L (Valor de referência: 3,5 a 5,0 mEq/L). O médico explica que esse efeito colateral está diretamente relacionado ao mecanismo de ação do fármaco no néfron distal. Qual é o mecanismo de ação primário da droga adicionada que justifica a alteração eletrolítica observada?
Sempre monitore o potássio e a função renal 1 a 2 semanas após iniciar ou aumentar a dose de um antagonista da aldosterona, especialmente se o paciente já usa IECA ou BRA.
Os antagonistas dos receptores de mineralocorticoides (ARM), como a espironolactona e a eplerenona, são pilares no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr). Eles atuam bloqueando os efeitos deletérios da aldosterona, que incluem a promoção de fibrose miocárdica e vascular, além da retenção hidrossalina. Ao antagonizar esses receptores no ducto coletor do néfron, os ARMs promovem a excreção de sódio e a retenção de potássio, o que lhes confere a classificação de diuréticos poupadores de potássio. A hipercalemia é o efeito colateral metabólico mais significativo e frequente, ocorrendo devido à inibição da secreção de potássio na membrana apical das células principais do ducto coletor. Em pacientes com IC, o uso concomitante de outros inibidores do SRAA, como IECA ou BRA, aumenta o risco de elevação do potássio sérico, exigindo monitoramento laboratorial frequente, especialmente nas primeiras semanas de tratamento ou após ajustes de dose. Para o residente, é fundamental reconhecer que o benefício de sobrevida dos ARMs na ICFEr supera os riscos metabólicos, desde que haja vigilância adequada. A redução da fibrose miocárdica é um mecanismo chave para prevenir o remodelamento reverso e arritmias malignas, consolidando essas drogas como terapia modificadora de doença essencial no manejo da IC.
Porque ela não é totalmente seletiva e acaba bloqueando também receptores de testosterona e ativando receptores de progesterona.
A Eplerenona é mais seletiva para o receptor de mineralocorticoide, causando menos efeitos colaterais sexuais como a ginecomastia.
Não, seu efeito diurético é modesto (perda de apenas 1-2% do sódio filtrado), sendo usada mais por seus efeitos de proteção cardíaca.
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