MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um homem de 64 anos, portador de Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr) e Hipertensão Arterial, faz uso regular de Enalapril e Furosemida. Devido à persistência de sintomas congestivos leves e critérios de remodelamento ventricular, foi adicionada Espironolactona 25mg/dia ao esquema. Após 15 dias, o paciente evolui com fraqueza muscular proximal e parestesias. Os exames laboratoriais revelam Potássio sérico de 6,3 mEq/L (Ref: 3,5-5,0) e Creatinina de 1,2 mg/dL (estável em relação à linha de base). Considerando o mecanismo de ação molecular do novo fármaco no néfron distal, a hipercalemia observada decorre primordialmente da:
A associação de IECA/BRA + Espironolactona é fundamental na ICFEr, mas exige monitorização rigorosa do potássio em 1 e 4 semanas após o início, especialmente se a Creatinina for > 2,5 mg/dL ou o K+ basal for > 5,0 mEq/L.
A espironolactona é um pilar no tratamento da ICFEr por reduzir a mortalidade e o remodelamento cardíaco. No entanto, seu uso exige monitoramento rigoroso de eletrólitos e função renal, pois o bloqueio da aldosterona no ducto coletor diminui a secreção de potássio. Diferente dos diuréticos poupadores de potássio que agem diretamente nos canais ENaC, a espironolactona interfere na síntese proteica induzida pelo hormônio, o que explica seu início de ação mais lento e efeito prolongado. Na prática clínica, a hipercalemia é o principal efeito adverso limitante, ocorrendo principalmente em pacientes com doença renal crônica concomitante ou em uso de outros bloqueadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona. O entendimento do mecanismo molecular é essencial para diferenciar as classes de diuréticos e prever interações farmacológicas no manejo da insuficiência cardíaca.
Porque seu mecanismo depende da síntese proteica (genômico). É necessário tempo para que as proteínas transportadoras já existentes na membrana sejam degradadas e não repostas.
A Eplerenona é mais seletiva para o receptor de mineralocorticoide, causando menos efeitos colaterais endócrinos como ginecomastia (que ocorre na Espironolactona pelo bloqueio de receptores de progesterona e androgênio).
É quando, mesmo usando IECA, o corpo volta a produzir aldosterona por vias alternativas. Por isso, adicionar um antagonista direto do receptor (Espironolactona) é benéfico na insuficiência cardíaca.
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