HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Antagonistas de canal de cálcio di-hidropiridínicos têm grande efeito vasodilatador e os de última geração provocam menos edema. Sendo correto o item:
DHP (amlodipino) = vasodilatação, HAS e DAC em idosos. Não-DHP (verapamil) = menor vasodilatação, risco de BAV em idosos.
Os di-hidropiridínicos (como anlodipino) são potentes vasodilatadores e são frequentemente usados em idosos com hipertensão e doença coronariana. Já os não di-hidropiridínicos (verapamil e diltiazem) têm menor efeito vasodilatador periférico, mas atuam no miocárdio e no sistema de condução, podendo causar bradicardia e bloqueios atrioventriculares, sendo menos indicados para idosos devido a maior sensibilidade a esses efeitos.
Os antagonistas de canal de cálcio (ACC) são uma classe de medicamentos amplamente utilizados no tratamento da hipertensão arterial, angina pectoris e algumas arritmias. Eles são divididos em dois grupos principais: di-hidropiridínicos (DHP) e não di-hidropiridínicos (não-DHP), com perfis farmacológicos e indicações distintas. Os ACC di-hidropiridínicos, como anlodipino e nifedipino, são caracterizados por seu potente efeito vasodilatador periférico, atuando principalmente na musculatura lisa vascular. Os de última geração, como o anlodipino, tendem a ter um início de ação mais gradual e uma duração mais longa, o que minimiza a taquicardia reflexa e o edema periférico, tornando-os muito úteis em idosos com hipertensão arterial sistêmica e doença coronariana sintomática. Por outro lado, os ACC não di-hidropiridínicos, como verapamil e diltiazem, têm um menor efeito vasodilatador periférico, mas exercem efeitos significativos no miocárdio e no sistema de condução cardíaca. Eles diminuem a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e lentificam a condução atrioventricular. Devido a esses efeitos, o verapamil e o diltiazem são menos prescritos para idosos, especialmente aqueles com disfunção ventricular esquerda ou distúrbios de condução preexistentes, pois podem precipitar bradicardia, bloqueios atrioventriculares ou agravar a insuficiência cardíaca.
Os di-hidropiridínicos (ex: anlodipino) atuam predominantemente na musculatura lisa vascular, causando vasodilatação. Os não di-hidropiridínicos (ex: verapamil, diltiazem) atuam tanto nos vasos quanto no miocárdio e no sistema de condução cardíaca, diminuindo a frequência cardíaca e a condução atrioventricular.
Em idosos, os não di-hidropiridínicos, como o verapamil, devem ser usados com cautela devido ao risco de bradicardia, bloqueio atrioventricular e insuficiência cardíaca, efeitos aos quais os idosos são mais sensíveis.
Os di-hidropiridínicos são amplamente utilizados em idosos para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica, especialmente a hipertensão sistólica isolada, e para o manejo da doença arterial coronariana sintomática, como angina.
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