IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Em pacientes com DM2 e sem DM2, houve redução da mortalidade, tanto com o uso de espironolactona quanto de eplerenone. Podemos indicar com correto que:
Antagonistas da aldosterona (espironolactona, eplerenone) + IECA/BRA + disfunção renal = ↑ risco de hipercalemia.
Espironolactona e eplerenone são antagonistas da aldosterona, diuréticos poupadores de potássio, que aumentam o risco de hipercalemia. Este risco é significativamente maior em pacientes com deterioração da função renal e naqueles que já estão em uso de inibidores da ECA (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), que também elevam o potássio sérico.
A espironolactona e o eplerenone são antagonistas dos receptores de mineralocorticoides (ARM), comumente utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), hipertensão arterial e outras condições. Estudos demonstraram que esses medicamentos reduzem a mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca, independentemente da presença de diabetes mellitus tipo 2. Apesar de seus benefícios, um dos principais efeitos adversos e mais preocupantes dos ARMs é a hipercalemia, ou seja, o aumento dos níveis de potássio no sangue. Isso ocorre porque a aldosterona, ao ser bloqueada, não consegue mais promover a excreção de potássio pelos rins. O risco de hipercalemia é significativamente elevado em pacientes com função renal comprometida, pois seus rins já têm dificuldade em excretar potássio. Além disso, a coadministração de ARMs com inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) aumenta ainda mais o risco de hipercalemia, uma vez que esses medicamentos também interferem no sistema renina-angiotensina-aldosterona, levando à retenção de potássio. Portanto, é imperativo um monitoramento rigoroso dos eletrólitos e da função renal ao prescrever esses medicamentos, especialmente em populações de risco.
Esses medicamentos são antagonistas da aldosterona, que é um hormônio que promove a excreção de potássio. Ao bloquear a ação da aldosterona, eles causam retenção de potássio, levando à hipercalemia.
Pacientes com deterioração da função renal, aqueles que já utilizam IECA ou BRA, e idosos são os que apresentam maior risco de desenvolver hipercalemia significativa ao usar espironolactona ou eplerenone.
É fundamental monitorar regularmente os níveis séricos de potássio e a função renal (creatinina e TFG) antes de iniciar o tratamento e periodicamente durante o uso, ajustando a dose ou suspendendo o medicamento se necessário.
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