FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Mulher de 25 anos de idade vem queixando-se de acne e hirsutismo leve. Observa-se sobrepeso e, ao ser interrogada sobre as menstruações, ela responde que são irregulares quase sempre atrasam até 15/20 dias. Considerando-se como causa uma provável anovulação, com ação estrogênica contínua, o que você espera de um eventual histopatológico do endométrio realizado em período que precede o sangramento?
Anovulação crônica com estrogênio contínuo → endométrio proliferativo sem fase secretora.
Em anovulação crônica, a ausência de ovulação impede a formação do corpo lúteo e, consequentemente, a produção de progesterona. Isso leva a uma estimulação estrogênica contínua e desbalanceada, resultando em um endométrio que permanece na fase proliferativa, sem evoluir para a fase secretora.
A anovulação crônica é uma condição comum em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada pela ausência regular de ovulação. É frequentemente associada a distúrbios endócrinos como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), mas também pode ser causada por estresse, exercícios excessivos, disfunções tireoidianas ou hiperprolactinemia. Sua importância clínica reside não apenas na infertilidade e nos sintomas androgênicos, mas também nas implicações para a saúde endometrial. Fisiologicamente, o ciclo menstrual normal envolve uma fase proliferativa (estrogênio) seguida por uma fase secretora (estrogênio e progesterona). Na anovulação crônica, a ausência de ovulação impede a formação do corpo lúteo e, portanto, a produção de progesterona. Isso resulta em uma estimulação estrogênica contínua e desbalanceada do endométrio, que permanece em um estado proliferativo excessivo. O sangramento irregular observado nesses casos é frequentemente devido a sangramento de privação ou de escape de um endométrio hiperproliferativo e instável. O manejo da anovulação crônica visa restaurar a regularidade menstrual, tratar os sintomas e prevenir complicações. O tratamento pode incluir contraceptivos orais combinados para regular o ciclo e proteger o endométrio, progestágenos cíclicos, ou indutores de ovulação para pacientes que desejam engravidar. A longo prazo, a exposição contínua e desbalanceada ao estrogênio aumenta o risco de hiperplasia endometrial e carcinoma de endométrio, tornando o acompanhamento e a intervenção adequados cruciais.
Os sinais incluem irregularidade menstrual (oligomenorreia ou amenorreia), infertilidade, hirsutismo, acne e, em alguns casos, obesidade, frequentemente associados à Síndrome dos Ovários Policísticos.
A anovulação impede a formação do corpo lúteo e a produção de progesterona. Sem a progesterona para antagonizar o estrogênio, o endométrio é continuamente estimulado a proliferar, sem atingir a fase secretora.
A estimulação estrogênica contínua e desbalanceada aumenta o risco de hiperplasia endometrial e, consequentemente, de carcinoma de endométrio, além de infertilidade e distúrbios metabólicos.
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