UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Quanto às complicações das anomalias uterinas congênitas na gestação, considere os itens a seguir.I. Gestação prolongada.II. Abortamento espontâneo.III. Restrição de crescimento fetal.IV. Insuficiência istmocervical. Assinale a alternativa correta.
Anomalias uterinas congênitas → ↑ risco de abortamento, RCF e insuficiência istmocervical.
Anomalias uterinas congênitas, como útero septado, bicorno ou didelfo, estão associadas a diversas complicações gestacionais. Elas podem comprometer a implantação, o desenvolvimento placentário e a capacidade do útero de manter a gestação, levando a abortamento espontâneo, restrição de crescimento fetal e insuficiência istmocervical.
As anomalias uterinas congênitas são malformações do trato reprodutor feminino que resultam de falhas no desenvolvimento dos ductos de Müller. Embora muitas mulheres com essas anomalias consigam engravidar, elas estão associadas a um risco aumentado de complicações obstétricas, impactando significativamente o prognóstico gestacional. As principais complicações incluem abortamento espontâneo (recorrente), parto prematuro, restrição de crescimento fetal (RCF) e insuficiência istmocervical. O útero septado, por exemplo, é a anomalia mais comum e com pior prognóstico, devido à implantação em um septo com vascularização inadequada, levando a perdas gestacionais. A insuficiência istmocervical, comum em úteros bicornos ou septados, pode resultar em dilatação cervical indolor e perdas gestacionais no segundo trimestre. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes dessas associações para um acompanhamento pré-natal adequado e para considerar intervenções como a cerclagem em casos de insuficiência istmocervical ou correção cirúrgica (histeroscopia) do septo uterino antes da concepção. A gestação prolongada, por outro lado, não é uma complicação típica dessas anomalias, que tendem a levar a partos mais precoces ou perdas gestacionais.
As principais anomalias uterinas congênitas incluem o útero septado (o mais comum e com pior prognóstico obstétrico), útero bicorno, útero didelfo, útero arqueado e útero unicorno. Elas resultam de falhas na fusão ou reabsorção dos ductos de Müller durante o desenvolvimento embrionário.
As anomalias uterinas podem afetar a gestação de diversas formas, incluindo: abortamento espontâneo (especialmente no útero septado devido à má vascularização do septo), parto prematuro, restrição de crescimento fetal (RCF) por espaço limitado ou suprimento sanguíneo inadequado, e insuficiência istmocervical, que pode levar a perdas gestacionais tardias.
O útero septado é a anomalia uterina congênita com o pior prognóstico obstétrico, sendo associado às maiores taxas de abortamento espontâneo e parto prematuro. Isso ocorre devido à má vascularização do septo, que impede uma implantação e desenvolvimento placentário adequados. A histeroscopia para ressecção do septo pode melhorar os resultados gestacionais.
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