UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Em relação às anomalias uterinas congênitas, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) A fertilização in vitro com óvulo de doadora jovem é a melhor opção reprodutiva para pacientes com síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser.( ) A metroplastia é recomendada nos casos de útero didelfo e útero bicorno.( ) Mulheres com anomalia uterina congênita têm risco aumentado de insuficiência istmocervical.( ) Para uma paciente com útero bicorno, recomenda-se a transferência de um único embrião.( ) A associação entre anomalias uterinas e renais é comum.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Anomalias uterinas ↑ risco de insuficiência istmocervical e são frequentemente associadas a anomalias renais.
Anomalias uterinas congênitas, como útero septado ou bicorno, aumentam o risco de insuficiência istmocervical e parto prematuro. A associação com anomalias renais é comum devido à embriogênese conjunta. A metroplastia é indicada principalmente para útero septado, não didelfo. Em MRKH, a paciente tem ovários funcionantes, necessitando de útero de substituição.
As anomalias uterinas congênitas resultam de falhas no desenvolvimento ou fusão dos ductos de Müller durante a embriogênese e podem ter um impacto significativo na função reprodutiva feminina. Essas anomalias são classificadas de acordo com a American Society for Reproductive Medicine (ASRM) e variam desde a agenesia uterina (como na Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser - MRKH) até úteros septados, bicornos, didelfos e unicornos. A importância clínica reside no aumento do risco de infertilidade, abortos de repetição, partos prematuros e outras complicações obstétricas. A Síndrome de MRKH, caracterizada por agenesia ou hipoplasia uterina e vaginal com ovários funcionantes, permite que a paciente tenha seus próprios óvulos. A opção reprodutiva para essas pacientes é a fertilização in vitro com seus óvulos e posterior gestação por útero de substituição. A metroplastia, um procedimento cirúrgico para corrigir a forma do útero, é mais eficaz e recomendada para o útero septado, que é a anomalia com pior prognóstico reprodutivo, enquanto para o útero didelfo, a cirurgia geralmente não é necessária. É fundamental reconhecer que mulheres com anomalias uterinas congênitas têm um risco aumentado de insuficiência istmocervical, o que pode levar a partos prematuros. Além disso, a associação entre anomalias uterinas e renais é comum, devido à proximidade embriológica no desenvolvimento dos sistemas reprodutor e urinário. Portanto, a investigação do trato urinário é parte integrante da avaliação de pacientes com anomalias uterinas. Em casos de útero bicorno, a transferência de um único embrião é uma prática recomendada para minimizar os riscos de gestações múltiplas e suas complicações.
Pacientes com MRKH possuem ovários funcionantes e, portanto, óvulos próprios. A melhor opção reprodutiva é a fertilização in vitro com seus próprios óvulos, seguida de gestação por útero de substituição (barriga de aluguel), pois elas não possuem útero ou têm um útero rudimentar não funcional.
A metroplastia é mais frequentemente recomendada para o útero septado, que é a anomalia uterina congênita com os piores resultados reprodutivos (maior risco de aborto e parto prematuro). Em útero bicorno, a indicação é mais controversa e individualizada, e geralmente não é indicada para útero didelfo.
Sim, existe uma forte associação entre anomalias uterinas congênitas e malformações do trato urinário (renais). Isso ocorre porque os ductos de Müller, que dão origem ao útero, e o sistema urinário se desenvolvem a partir do mesmo tecido embrionário, o mesoderma intermediário. Portanto, a investigação renal é sempre indicada.
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