UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Em relação às anomalias placentárias associadas à restrição de crescimento fetal intrauterina e feto natimorto, considere as afirmativas a seguir.I. Hematoma retroplacentário.II. Baixo peso placentário.III. Artéria umbilical única.IV. Corioamnionite aguda da placa coriônica.Assinale a alternativa correta.
Anomalias placentárias como hematoma retroplacentário, baixo peso e artéria umbilical única → RCF e natimorto.
As anomalias placentárias desempenham um papel crucial na etiologia da restrição de crescimento fetal (RCF) e do natimorto. Condições como hematoma retroplacentário, baixo peso placentário e artéria umbilical única são reconhecidas como fatores de risco significativos, refletindo comprometimento da função placentária.
As anomalias placentárias são causas importantes de morbidade e mortalidade perinatal, incluindo a restrição de crescimento fetal intrauterina (RCF) e o feto natimorto. A placenta, órgão vital para o desenvolvimento fetal, quando comprometida em sua estrutura ou função, impacta diretamente a nutrição e oxigenação do feto. O reconhecimento dessas anomalias é crucial para o manejo obstétrico e a compreensão das causas de desfechos adversos. Dentre as anomalias, o hematoma retroplacentário (descolamento prematuro da placenta) causa uma interrupção aguda do fluxo sanguíneo materno-fetal, levando a hipóxia e acidose. O baixo peso placentário, por sua vez, reflete uma insuficiência crônica na capacidade de troca da placenta. A artéria umbilical única, embora nem sempre patológica, pode ser um marcador para outras anomalias fetais e, em alguns casos, para um fluxo placentário subótimo. A corioamnionite aguda, por outro lado, é uma infecção que geralmente leva a parto prematuro e sepse neonatal, e não é primariamente uma causa de RCF ou natimorto por insuficiência placentária crônica. A avaliação patológica da placenta após o parto pode fornecer informações valiosas sobre a etiologia da RCF ou do natimorto, auxiliando no aconselhamento para futuras gestações. O manejo clínico envolve a monitorização fetal rigorosa em casos de suspeita de insuficiência placentária e a intervenção oportuna quando indicada.
Anomalias como o baixo peso placentário (refletindo insuficiência placentária), infartos placentários extensos, hematoma retroplacentário e a presença de artéria umbilical única são frequentemente associadas à restrição de crescimento fetal.
O hematoma retroplacentário, que é o descolamento prematuro da placenta, pode comprometer severamente a troca materno-fetal de oxigênio e nutrientes, levando à hipóxia e acidose fetal, e consequentemente ao natimorto.
A artéria umbilical única é uma anomalia do cordão umbilical que pode estar associada a outras malformações congênitas (renais, cardíacas) e, por vezes, a um maior risco de restrição de crescimento fetal devido a um fluxo sanguíneo placentário potencialmente comprometido.
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