UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
No estudo da cavidade uterina e anomalias mullerianas, tais exames / procedimentos possuem importância diagnóstica e ou terapêutica, EXCETO:
Colposcopia avalia colo uterino/vagina/vulva; NÃO a cavidade uterina ou anomalias Müllerianas.
A colposcopia é um exame para visualização detalhada do colo uterino, vagina e vulva, principalmente para rastreamento e diagnóstico de lesões pré-cancerígenas e cancerígenas. Não permite a avaliação da cavidade uterina ou de malformações Müllerianas, que requerem exames como histeroscopia, histerossalpingografia, histeroendossonografia ou laparoscopia.
As anomalias Müllerianas são malformações congênitas do trato reprodutivo feminino, resultantes de falhas no desenvolvimento, fusão ou regressão dos ductos de Müller durante a embriogênese. Elas podem estar associadas a infertilidade, abortos de repetição, partos prematuros e complicações obstétricas, sendo de grande importância clínica para ginecologistas e especialistas em reprodução. O estudo da cavidade uterina e das anomalias Müllerianas exige uma combinação de métodos diagnósticos. A histerossalpingografia (HSG) é útil para avaliar a forma da cavidade uterina e a permeabilidade tubária. A histeroendossonografia (SIS) melhora a visualização ultrassonográfica da cavidade. A histeroscopia permite a inspeção direta e biópsia, enquanto a laparoscopia avalia a anatomia externa do útero e anexos, sendo crucial para diferenciar útero bicorno de septado. A colposcopia, por outro lado, é um procedimento que utiliza um colposcópio para examinar o colo do útero, vagina e vulva com ampliação, sendo essencial para o rastreamento e diagnóstico de lesões cervicais induzidas pelo HPV e câncer de colo. Sua função é estritamente limitada à porção inferior do trato genital feminino, não tendo papel na avaliação da cavidade uterina ou das complexas malformações Müllerianas. Portanto, é fundamental que o residente compreenda a indicação específica de cada exame para um diagnóstico preciso e manejo adequado.
Para o diagnóstico de anomalias Müllerianas, são importantes a histerossalpingografia (HSG), a histeroendossonografia (SIS), a histeroscopia e a laparoscopia. A ressonância magnética pélvica também é um excelente método para detalhar a anatomia uterina e anexial.
A histeroscopia é o padrão-ouro para a visualização direta da cavidade uterina, permitindo o diagnóstico e, muitas vezes, o tratamento de patologias como pólipos, miomas submucosos, sinéquias e septos uterinos, que são tipos de anomalias Müllerianas.
A colposcopia é utilizada para examinar detalhadamente o colo do útero, vagina e vulva, principalmente para identificar lesões pré-cancerígenas ou cancerígenas. Ela não é usada para anomalias Müllerianas porque não permite a visualização da cavidade uterina ou da estrutura interna do útero, que é o foco dessas malformações.
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