Anomalia de Rotação Intestinal Pediátrica: Diagnóstico com SEGD

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015

Enunciado

No paciente pediátrico portador de anomalia de rotação intestinal, o diagnóstico pode ser feito:

Alternativas

  1. A) definitivamente com estudo radiológico para rotina de abdome agudo.
  2. B) unicamente com avaliação clínica por distensão abdominal e vômitos alimentares. 
  3. C) definitivamente com o enema opaco.
  4. D) definitivamente com a seriografia esôfago-estômago-duodeno. 
  5. E) unicamente com ecografia abdominal total

Pérola Clínica

Anomalia rotação intestinal pediátrica: Diagnóstico definitivo = seriografia esôfago-estômago-duodeno (SEGD).

Resumo-Chave

Em pacientes pediátricos com suspeita de anomalia de rotação intestinal, a seriografia esôfago-estômago-duodeno (SEGD) é o exame de escolha para o diagnóstico definitivo. Ela permite visualizar a posição do duodeno e do jejuno proximal, identificando o sinal do 'saca-rolhas' ou a ausência da transição duodenojejunal na linha média, indicativos de malrotação.

Contexto Educacional

A anomalia de rotação intestinal, ou malrotação intestinal, é uma condição congênita que resulta de um erro no desenvolvimento embrionário do intestino médio. Embora rara, é clinicamente significativa devido ao alto risco de vôlvulo intestinal, uma complicação grave que pode levar à isquemia e necrose intestinal, com alta morbimortalidade, especialmente em neonatos e lactentes. O reconhecimento precoce e o diagnóstico preciso são cruciais para um desfecho favorável, tornando este um tópico importante para a residência em pediatria e cirurgia pediátrica. Os sintomas clássicos incluem vômitos biliares em neonatos, que devem ser sempre considerados uma emergência até prova em contrário. Outros sinais podem ser dor abdominal, distensão e, em casos de vôlvulo, sinais de choque. O diagnóstico definitivo é realizado pela seriografia esôfago-estômago-duodeno (SEGD). Este exame radiológico com contraste oral permite visualizar a anatomia do duodeno e do jejuno proximal. Em casos de malrotação, o duodeno não faz a curva normal e a transição duodenojejunal está em posição anômala (inferior e à direita da coluna vertebral), podendo-se observar o 'sinal do saca-rolhas' quando há vôlvulo. Outros exames, como a radiografia simples de abdome, podem mostrar sinais inespecíficos de obstrução. O enema opaco pode ser útil para localizar o ceco, mas não é definitivo para malrotação. A ultrassonografia abdominal pode levantar a suspeita ao identificar a inversão da relação entre a artéria e a veia mesentérica superior, mas é operador-dependente e não substitui a SEGD para o diagnóstico definitivo. O tratamento é cirúrgico (procedimento de Ladd) e deve ser realizado o mais rápido possível após o diagnóstico para prevenir ou tratar o vôlvulo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas de anomalia de rotação intestinal em pacientes pediátricos?

Os sintomas podem variar, mas frequentemente incluem vômitos biliares (especialmente em neonatos), distensão abdominal, dor abdominal, irritabilidade e, em casos de vôlvulo, sinais de choque e enterocolite necrosante.

Por que a seriografia esôfago-estômago-duodeno (SEGD) é o exame de escolha para o diagnóstico de malrotação?

A SEGD é o exame de escolha porque permite visualizar a posição do duodeno e do jejuno proximal. Em casos de malrotação, o duodeno não cruza a linha média e a transição duodenojejunal está em posição anômala, muitas vezes com o clássico sinal do 'saca-rolhas' em caso de vôlvulo.

Qual o papel do enema opaco e da ecografia abdominal no diagnóstico de malrotação intestinal?

O enema opaco pode mostrar a posição anômala do ceco, mas não é definitivo para malrotação. A ecografia abdominal pode levantar a suspeita ao mostrar a inversão da relação da artéria e veia mesentérica superior, mas também não é o exame definitivo e é operador-dependente.

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