UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015
No paciente pediátrico portador de anomalia de rotação intestinal, o diagnóstico pode ser feito:
Anomalia rotação intestinal pediátrica: Diagnóstico definitivo = seriografia esôfago-estômago-duodeno (SEGD).
Em pacientes pediátricos com suspeita de anomalia de rotação intestinal, a seriografia esôfago-estômago-duodeno (SEGD) é o exame de escolha para o diagnóstico definitivo. Ela permite visualizar a posição do duodeno e do jejuno proximal, identificando o sinal do 'saca-rolhas' ou a ausência da transição duodenojejunal na linha média, indicativos de malrotação.
A anomalia de rotação intestinal, ou malrotação intestinal, é uma condição congênita que resulta de um erro no desenvolvimento embrionário do intestino médio. Embora rara, é clinicamente significativa devido ao alto risco de vôlvulo intestinal, uma complicação grave que pode levar à isquemia e necrose intestinal, com alta morbimortalidade, especialmente em neonatos e lactentes. O reconhecimento precoce e o diagnóstico preciso são cruciais para um desfecho favorável, tornando este um tópico importante para a residência em pediatria e cirurgia pediátrica. Os sintomas clássicos incluem vômitos biliares em neonatos, que devem ser sempre considerados uma emergência até prova em contrário. Outros sinais podem ser dor abdominal, distensão e, em casos de vôlvulo, sinais de choque. O diagnóstico definitivo é realizado pela seriografia esôfago-estômago-duodeno (SEGD). Este exame radiológico com contraste oral permite visualizar a anatomia do duodeno e do jejuno proximal. Em casos de malrotação, o duodeno não faz a curva normal e a transição duodenojejunal está em posição anômala (inferior e à direita da coluna vertebral), podendo-se observar o 'sinal do saca-rolhas' quando há vôlvulo. Outros exames, como a radiografia simples de abdome, podem mostrar sinais inespecíficos de obstrução. O enema opaco pode ser útil para localizar o ceco, mas não é definitivo para malrotação. A ultrassonografia abdominal pode levantar a suspeita ao identificar a inversão da relação entre a artéria e a veia mesentérica superior, mas é operador-dependente e não substitui a SEGD para o diagnóstico definitivo. O tratamento é cirúrgico (procedimento de Ladd) e deve ser realizado o mais rápido possível após o diagnóstico para prevenir ou tratar o vôlvulo.
Os sintomas podem variar, mas frequentemente incluem vômitos biliares (especialmente em neonatos), distensão abdominal, dor abdominal, irritabilidade e, em casos de vôlvulo, sinais de choque e enterocolite necrosante.
A SEGD é o exame de escolha porque permite visualizar a posição do duodeno e do jejuno proximal. Em casos de malrotação, o duodeno não cruza a linha média e a transição duodenojejunal está em posição anômala, muitas vezes com o clássico sinal do 'saca-rolhas' em caso de vôlvulo.
O enema opaco pode mostrar a posição anômala do ceco, mas não é definitivo para malrotação. A ecografia abdominal pode levantar a suspeita ao mostrar a inversão da relação da artéria e veia mesentérica superior, mas também não é o exame definitivo e é operador-dependente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo