USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
No ano de 2017, um laboratório da rede privada notificou ao Centro de Vigilância Epidemiológica (SES-SP) sobre a ocorrência de um número aumentado de casos com sorologia para hepatite A reagente. Ao se proceder a investigação epidemiológica, foi identificado que a maioria dos casos residia em bairros centrais do município de São Paulo, eram adultos jovens e do sexo masculino. Ao final do ano, houve 786 casos notificados frente a 64 no ano anterior, com 80% deles na idade entre 18 a 39 anos, frente a 12,5% em 2016. Assinale a alternativa que apresenta e explica a via de transmissão predominante neste surto.
Surto de Hepatite A em adultos jovens, sexo masculino, em centros urbanos → transmissão sexual (oro-retal/dígitoretal).
A Hepatite A é classicamente transmitida pela via fecal-oral, mas em surtos específicos, como o descrito em adultos jovens do sexo masculino em áreas urbanas, a transmissão sexual, especialmente através de práticas oro-retais ou dígito-retais, torna-se a via predominante.
A Hepatite A é uma doença infecciosa aguda do fígado causada pelo vírus da hepatite A (HAV). Classicamente, sua transmissão ocorre pela via fecal-oral, através da ingestão de água ou alimentos contaminados com partículas virais presentes nas fezes de indivíduos infectados. Por essa razão, surtos de Hepatite A são frequentemente associados a condições sanitárias precárias ou contaminação de alimentos em larga escala. No entanto, o perfil epidemiológico de um surto pode indicar vias de transmissão atípicas ou menos comuns. O caso descrito, com um aumento significativo de casos em adultos jovens do sexo masculino, residentes em bairros centrais de São Paulo, aponta fortemente para a transmissão sexual como via predominante. Práticas sexuais que envolvem contato oro-retal ou dígito-retal facilitam a disseminação do vírus, especialmente em populações com maior prevalência dessas práticas. A vigilância epidemiológica é crucial para identificar padrões de transmissão e implementar medidas de controle adequadas. A compreensão das diferentes vias de transmissão da Hepatite A é fundamental para a saúde pública e para a orientação de grupos de risco sobre prevenção, incluindo a vacinação e práticas de higiene. Este cenário destaca a importância de considerar todas as possíveis vias de transmissão, mesmo as menos óbvias, ao investigar um surto.
A Hepatite A é primariamente transmitida pela via fecal-oral, através da ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes de uma pessoa infectada. No entanto, a transmissão sexual, especialmente por práticas oro-retais ou dígito-retais, é uma via importante em populações específicas.
Além do consumo de água e alimentos contaminados, fatores de risco em adultos incluem viagens para áreas endêmicas, contato domiciliar com pessoas infectadas, e práticas sexuais de risco, especialmente entre homens que fazem sexo com homens.
A vacinação é a medida mais eficaz para prevenir a infecção por Hepatite A, sendo recomendada para crianças e grupos de risco, como viajantes, profissionais de saúde e indivíduos com práticas sexuais de risco.
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