CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Paciente apresenta anisocoria que se mantém proporcional no claro ou escuro. Qual o diagnóstico mais provável.
Anisocoria constante no claro e escuro = Anisocoria Fisiológica.
A anisocoria fisiológica é uma variação normal onde a diferença pupilar permanece estável sob diferentes condições de iluminação, sem déficits neurológicos associados.
A abordagem da anisocoria começa pela determinação de qual pupila é a anormal. Se a anisocoria aumenta no escuro, a pupila menor é a patológica (déficit simpático). Se aumenta no claro, a pupila maior é a patológica (déficit parassimpático). Quando a diferença é proporcional e constante, o diagnóstico de anisocoria fisiológica é o mais provável. É fundamental descartar sinais de alarme, como ptose palpebral e anidrose (Síndrome de Horner) ou paresia de nervos cranianos. A estabilidade da diferença pupilar é o 'gold standard' clínico para tranquilizar o paciente e evitar propedêutica invasiva desnecessária.
A anisocoria fisiológica, ou essencial, é definida por uma diferença no diâmetro pupilar (geralmente menor que 1mm) que se mantém constante tanto em ambientes claros quanto escuros. Ambas as pupilas reagem normalmente à luz e à acomodação, e não há outros sinais neurológicos como ptose ou motilidade ocular extrínseca alterada.
O examinador deve medir o diâmetro pupilar em iluminação ambiente, sob luz intensa (estimulando a miose) e em penumbra (estimulando a midríase). Se a diferença entre as pupilas aumentar no escuro, suspeita-se de falha na dilatação (ex: Horner). Se aumentar no claro, suspeita-se de falha na constrição (ex: Pupila de Adie ou III par).
Estima-se que cerca de 20% da população normal apresente algum grau de anisocoria fisiológica. É uma condição dinâmica que pode mudar de lado ou desaparecer temporariamente ao longo do dia, sendo frequentemente documentada em fotografias antigas do paciente.
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