CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
No estudo da motilidade ocular extrínseca, assinale a alternativa correta:
Ângulo Kappa positivo (fóvea temporal) → Simula exotropia (pseudoexotropia).
O ângulo kappa positivo ocorre quando o reflexo luminoso está nasalizado em relação ao centro pupilar, criando a falsa impressão de um desvio ocular para fora.
O estudo da motilidade ocular extrínseca exige a diferenciação precisa entre desvios verdadeiros (tropias) e falsos desvios (pseudoestrabismos). O ângulo kappa é uma variável anatômica fundamental: ângulos positivos elevados são comuns em hipermetropes e podem simular exotropia, enquanto ângulos kappa negativos (reflexo temporal) são comuns em míopes e podem simular esotropia. Além do ângulo kappa, outras causas de pseudoestrabismo incluem o epicanto (simulando esotropia) e variações na distância interpupilar. A correta execução dos testes de reflexo (Hirschberg e Krimsky) e do teste de cobertura (cover test) é o que permite ao oftalmologista distinguir essas condições anatômicas de desvios binoculares que requerem tratamento cirúrgico ou óptico.
O ângulo kappa é o ângulo formado entre o eixo visual (que une o objeto de fixação à fóvea) e o eixo pupilar (linha que passa pelo centro da pupila perpendicular à córnea). Um ângulo kappa é considerado positivo quando o eixo visual está posicionado nasalmente em relação ao eixo pupilar. Isso faz com que o reflexo luminoso de Hirschberg apareça deslocado para o lado nasal do centro da pupila, dando a falsa impressão de que o olho está desviado para fora (exotropia), caracterizando a pseudoexotropia.
O teste de Hirschberg é um método qualitativo ou semiquantitativo que estima o desvio ocular observando a posição do reflexo luminoso na córnea (ex: reflexo na borda pupilar ≈ 15 graus). Já o teste de Krimsky é um método quantitativo; nele, o examinador coloca prismas à frente do olho fixador ou do olho desviado até que o reflexo luminoso seja centralizado em ambas as pupilas. O valor do prisma necessário para essa centralização indica a magnitude do desvio em dioptrias prismáticas.
O teste de ducção ativa (ou teste de força gerada) é utilizado para avaliar a força de contração de um músculo extraocular. Diferente do teste de ducção passiva (que avalia restrições mecânicas movendo o olho com uma pinça sob anestesia), no teste de ducção ativa, pede-se ao paciente que tente mover o olho em uma determinada direção enquanto o examinador tenta impedir o movimento ou sente a força de contração com uma pinça ou estesiômetro. É útil para diferenciar paralisias musculares de restrições.
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