Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2022
O uso da angiotomografia de coronárias apresenta claros benefícios, no item correto:
ATC coronárias → útil em sintomáticos de baixo risco para DAC, na emergência e ambulatorial, para afastar doença.
A angiotomografia de coronárias é uma ferramenta valiosa para pacientes sintomáticos com baixa probabilidade pré-teste de doença arterial coronariana (DAC). Sua alta sensibilidade permite descartar a DAC como causa dos sintomas, evitando exames invasivos desnecessários e otimizando o manejo.
A doença arterial coronariana (DAC) é uma das principais causas de morbimortalidade global. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado. A angiotomografia de coronárias (ATC) emergiu como uma ferramenta não invasiva promissora na avaliação da DAC. A ATC coronariana é particularmente útil em pacientes com dor torácica aguda ou crônica que apresentam baixa a intermediária probabilidade pré-teste de DAC. Nesses cenários, sua alta sensibilidade e alto valor preditivo negativo permitem descartar a presença de estenoses coronarianas significativas, com segurança. Isso é benéfico tanto no ambiente de emergência, para agilizar a alta de pacientes com dor torácica de baixo risco, quanto no ambulatório, para evitar testes funcionais ou cateterismos desnecessários. É importante ressaltar que a ATC não é recomendada para rastreamento em pacientes assintomáticos de baixo risco, devido à exposição à radiação e ao risco de achados incidentais. Em pacientes de alto risco ou com DAC já estabelecida, outros métodos diagnósticos ou o cateterismo cardíaco podem ser mais apropriados. A correta seleção do paciente para a ATC é crucial para otimizar seus benefícios e minimizar os riscos.
É mais indicada para pacientes com dor torácica atípica ou sintomas sugestivos de DAC, mas com baixa a intermediária probabilidade pré-teste da doença, tanto no pronto-socorro quanto no ambulatório.
O principal benefício é sua alta sensibilidade e alto valor preditivo negativo, permitindo descartar a presença de doença arterial coronariana obstrutiva com segurança, evitando investigações mais invasivas.
As limitações incluem a exposição à radiação, o uso de contraste iodado (com risco de nefrotoxicidade e alergia), e a menor acurácia em pacientes com calcificação coronariana extensa ou arritmias.
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