Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2022
Comparada ao escore de cálcio, a angiotomografia de coronárias está de acordo com o item correto:
Angiotomografia coronariana → visualiza placas não calcificadas e estenose luminal, diferente do escore de cálcio.
A angiotomografia de coronárias (ATC) é superior ao escore de cálcio para avaliar a doença arterial coronariana, pois permite a visualização direta de placas ateroscleróticas, incluindo as não calcificadas (consideradas mais vulneráveis), e a quantificação do grau de estenose luminal, fornecendo informações anatômicas detalhadas.
A avaliação da doença arterial coronariana (DAC) é fundamental na cardiologia, e exames de imagem desempenham um papel crucial. O escore de cálcio coronariano (ECC) é um método não invasivo que quantifica a carga de cálcio nas artérias coronárias, sendo um preditor independente de eventos cardiovasculares. No entanto, ele apenas detecta placas calcificadas, que representam uma fase mais avançada da aterosclerose. A angiotomografia de coronárias (ATC) é uma técnica de imagem mais abrangente, que utiliza contraste iodado para visualizar diretamente as artérias coronárias. Suas principais vantagens incluem a capacidade de identificar e caracterizar placas ateroscleróticas, tanto calcificadas quanto não calcificadas (estas últimas frequentemente associadas a eventos agudos), e de estimar o grau de estenose luminal, fornecendo uma avaliação anatômica detalhada da árvore coronariana. A ATC é particularmente útil em pacientes com risco intermediário de DAC e dor torácica atípica, onde pode ajudar a excluir doença obstrutiva. Embora envolva radiação e contraste, os avanços tecnológicos têm reduzido significativamente as doses. A escolha entre ECC e ATC depende do contexto clínico, do risco do paciente e da informação específica que se busca obter para o manejo da DAC.
O escore de cálcio quantifica apenas a calcificação nas artérias coronárias, indicando a carga aterosclerótica. A angiotomografia de coronárias, por sua vez, visualiza diretamente a parede do vaso, permitindo identificar placas calcificadas e não calcificadas, além de estimar o grau de estenose luminal.
A angiotomografia é indicada para pacientes com dor torácica de baixo a intermediário risco, para excluir doença arterial coronariana obstrutiva, avaliar anomalias congênitas das coronárias ou em casos de discordância entre sintomas e testes de estresse.
As desvantagens incluem a exposição à radiação ionizante e ao contraste iodado, a necessidade de controle da frequência cardíaca e a limitação em pacientes com calcificações muito extensas que podem dificultar a avaliação da estenose.
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