FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Com relação aos retalhos, é CORRETO afirmar:
Angiossomos interligados por anastomoses verdadeiras ou vasos obstruídos → base da vascularização dos retalhos.
A compreensão dos angiossomos e suas interconexões é fundamental para o planejamento de retalhos, especialmente os de padrão aleatório, garantindo a viabilidade tecidual através de anastomoses que permitem o fluxo sanguíneo entre territórios vasculares adjacentes.
Os retalhos cirúrgicos são fundamentais na cirurgia reconstrutiva, permitindo a cobertura de defeitos complexos com tecido vascularizado. A compreensão de sua vascularização é crucial para o sucesso do procedimento, sendo a teoria dos angiossomos um pilar nesse entendimento. Essa teoria descreve o corpo como uma série de blocos de tecido, cada um suprido por uma artéria e veia-fonte, e interligados por anastomoses diretas ou indiretas, o que permite a criação de retalhos maiores e mais complexos. O planejamento de um retalho envolve a análise da área doadora e receptora, tipo de tecido necessário e, principalmente, o padrão vascular. Retalhos de padrão aleatório dependem da rede dérmica e subdérmica, enquanto os axiais são baseados em um pedículo vascular conhecido. A classificação de Mathes e Nahai para retalhos musculares e a de Cormack-Lamberty para fasciocutâneos são exemplos de como a anatomia vascular guia a escolha e o design do retalho, otimizando a perfusão e minimizando complicações. O conhecimento aprofundado desses conceitos é indispensável para residentes de cirurgia plástica e outras especialidades cirúrgicas.
Angiossomos são blocos tridimensionais de tecido supridos por uma artéria e veia-fonte. Sua compreensão é crucial para o planejamento de retalhos, permitindo a predição da viabilidade tecidual através das interconexões vasculares.
Retalhos são classificados em aleatórios (nutrição por rede dérmica/subdérmica) e axiais (nutrição por vaso específico). A teoria dos angiossomos expande essa compreensão, explicando a viabilidade de retalhos maiores.
Os retalhos musculares são classificados principalmente por Mathes e Nahai, que descrevem os padrões de vascularização do músculo, e Cormack-Lamberty, que se refere à classificação de retalhos fasciocutâneos.
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