SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Considere um paciente de 68 anos, sem-história de hipertensão, que apresenta múltiplos episódios de hemorragia lobar, predominantemente nas regiões corticais, com achados de neuroimagem indicando lesões hiperdensas bem delimitadas. Ademais, o paciente possui história de declínio cognitivo progressivo. Assinale a alternativa que apresenta a etiologia mais provável do quadro clínico apresentado.
Idoso + hemorragia lobar recorrente + declínio cognitivo + lesões hiperdensas = Angiopatia Amiloide Cerebral.
A Angiopatia Amiloide Cerebral (AAC) é uma causa comum de hemorragia lobar recorrente em idosos não hipertensos, caracterizada pelo depósito de proteína β-amiloide nas paredes dos vasos sanguíneos cerebrais, tornando-os frágeis e propensos a sangramentos. Frequentemente associada a declínio cognitivo.
A Angiopatia Amiloide Cerebral (AAC) é uma condição cerebrovascular caracterizada pelo depósito de proteína β-amiloide nas paredes das pequenas e médias artérias e arteríolas corticais e leptomeníngeas. É uma das causas mais comuns de hemorragia intracerebral lobar espontânea em idosos não hipertensos e é frequentemente associada à doença de Alzheimer. A prevalência da AAC aumenta com a idade, sendo um achado comum em autópsias de idosos. A fisiopatologia da AAC envolve a fragilização dos vasos sanguíneos devido ao acúmulo de amiloide, o que os torna mais suscetíveis à ruptura e ao sangramento. Clinicamente, os pacientes podem apresentar múltiplos episódios de hemorragia lobar, que podem ser sintomáticos (AVC hemorrágico) ou assintomáticos (micro-hemorragias detectadas em ressonância magnética). O declínio cognitivo progressivo é uma característica comum, e a AAC é considerada uma das causas de demência vascular. O diagnóstico da AAC é primariamente clínico e radiológico, com achados típicos em neuroimagem, como hemorragias lobares recorrentes, micro-hemorragias e siderose superficial. O tratamento é de suporte, focado no manejo das hemorragias agudas e na prevenção de novos eventos, embora não haja terapia específica para remover os depósitos de amiloide. O prognóstico varia dependendo da gravidade e frequência dos sangramentos, mas a recorrência é comum.
Clinicamente, a AAC manifesta-se com múltiplos episódios de hemorragia lobar, especialmente em idosos sem história de hipertensão, e frequentemente associada a declínio cognitivo. Na neuroimagem, observam-se lesões hiperdensas bem delimitadas nas regiões corticais, além de micro-hemorragias e siderose superficial.
A fisiopatologia envolve o acúmulo de proteína β-amiloide nas paredes dos pequenos e médios vasos sanguíneos corticais e leptomeníngeos. Esse depósito leva à degeneração da parede vascular, tornando-a frágil e predispondo a rupturas e hemorragias.
A diferenciação se baseia na localização da hemorragia (lobar/cortical na AAC vs. profunda na hipertensão), na ausência de hipertensão arterial descontrolada na AAC, e na presença de declínio cognitivo. Outras causas, como aneurismas, geralmente têm padrões de sangramento diferentes (subaracnoideo).
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