CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
O exame de retinografia fluorescente com indocianina verde:
Indocianina verde (ICG) → Avaliação da circulação da coroide (atravessa EPR e sangue).
A ICG liga-se fortemente a proteínas e emite luz no infravermelho, permitindo a visualização da coroide através de pigmentos, exsudatos e hemorragias que bloqueiam a fluoresceína.
A angiografia com indocianina verde (ICG) utiliza um corante tricarbonocianina que possui propriedades farmacocinéticas únicas. Ao contrário da fluoresceína, a ICG se liga quase totalmente (98%) às proteínas plasmáticas, o que a mantém dentro dos vasos da coroide, apesar de estes serem fenestrados. Sua fluorescência ocorre no infravermelho próximo (800-850 nm). Essa característica de comprimento de onda longo confere à ICG a capacidade de atravessar o epitélio pigmentado da retina (EPR), depósitos de exsudatos e pequenas hemorragias sub-retinianas, áreas onde a fluoresceína sódica sofre bloqueio. Por isso, é a ferramenta de escolha para identificar anomalias vasculares coroidianas profundas e definir o tratamento em patologias complexas da interface coriorretiniana.
A ICG emite luz no espectro infravermelho próximo, o que permite melhor penetração no epitélio pigmentado da retina (EPR) e em meios opacos como sangue ou exsudatos lipídicos.
É indicada principalmente em suspeitas de vasculopatia polipoidal da coroide, hemangiomas de coroide e em casos de DMRI onde existem membranas neovasculares ocultas.
Diferente da fluoresceína sódica, a ICG sofre muito menos interferência de exsudatos e pigmentos, permitindo a visualização de alterações localizadas externamente ao EPR.
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