CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
Qual é o exame representado pelas imagens abaixo?
Indocianina Verde (ICG) → Padrão-ouro para avaliar a circulação coroidiana profunda.
A angiografia com indocianina verde utiliza luz infravermelha para visualizar a coroide através do epitélio pigmentado da retina, sendo superior à fluoresceína para doenças coroidianas.
A angiografia com indocianina verde revolucionou o estudo das doenças da coroide. Ao utilizar propriedades de fluorescência no infravermelho, o exame supera as limitações da angiofluoresceína convencional, que é frequentemente obscurecida por pigmento ou fluido sub-retiniano. Para o residente, é essencial reconhecer o padrão de 'washout' tardio e a identificação de redes vasculares anormais na coroide. Com o advento do Angio-OCT, o uso da ICG tornou-se mais específico para casos complexos, mas ela permanece como o padrão-ouro diagnóstico para confirmar pólipos e avaliar a perfusão coroidiana global em patologias inflamatórias e vasculares.
A principal diferença reside no comprimento de onda e na ligação proteica. A fluoresceína sódica emite luz no espectro visível (verde) e é bloqueada pelo epitélio pigmentado da retina (EPR) e por pigmentos como a melanina. Já a indocianina verde (ICG) emite luz no espectro infravermelho próximo, que atravessa melhor o EPR, hemorragias e exsudatos. Além disso, 98% da ICG liga-se a proteínas plasmáticas, permanecendo dentro dos vasos da coroide (que são fenestrados), permitindo uma visualização detalhada da vasculatura coroidiana que a fluoresceína não consegue proporcionar.
A ICG é o exame de escolha para diagnosticar a Vasculopatia Polipoidal da Coroide (VPC), onde identifica os pólipos característicos. Também é fundamental na avaliação da Coroidopatia Serosa Central (CSC) crônica, revelando áreas de hiperpermeabilidade coroidiana. Outras indicações incluem a diferenciação de tumores da coroide (como hemangiomas de coroide), investigação de uveítes posteriores (como a coroidite multifocal) e em casos de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) onde a membrana neovascular está oculta na fluoresceína.
Sim. A principal contraindicação é a alergia grave ao iodo ou a frutos do mar, uma vez que a molécula de indocianina verde contém cerca de 5% de iodo em sua formulação. Embora as reações adversas graves sejam mais raras do que com a fluoresceína sódica, deve-se ter cautela em pacientes com insuficiência hepática grave, pois o corante é excretado exclusivamente pelo fígado. Gestantes também devem evitar o exame, a menos que seja estritamente necessário, devido à falta de estudos de segurança definitivos.
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