CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Assinale a alternativa que correlaciona corretamente a alteração no exame de angiofluoresceinografia e sua descrição.
Defeito em janela = Precoce + brilho constante + área fixa (atrofia do EPR).
A angiofluoresceínografia (AFG) utiliza padrões de hiper e hipofluorescência para diagnosticar patologias retinianas. O defeito em janela reflete a perda de pigmento do EPR, permitindo ver a coróide.
A angiofluoresceínografia é um exame dinâmico que avalia a integridade das barreiras hematorretinianas. O uso de fluoresceína sódica permite visualizar o fluxo sanguíneo retiniano e coroidiano. O reconhecimento dos padrões de hiperfluorescência é vital para diferenciar patologias como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), onde defeitos em janela e extravasamentos por membranas neovasculares são comuns. O defeito em janela é classicamente visto em condições que causam atrofia do EPR, como na DMRI seca ou em cicatrizes antigas. A precisão na descrição desses fenômenos — tempo de aparecimento, modificação da forma e intensidade do brilho — é o que permite ao oftalmologista inferir a fisiopatologia da lesão observada.
O defeito em janela ocorre quando há uma atrofia ou perda de pigmento no Epitélio Pigmentado da Retina (EPR), mas os capilares da coróide permanecem íntegros. Na AFG, isso se manifesta como uma hiperfluorescência que aparece precocemente (fase coroidiana/arterial), pois a fluoresceína na coróide torna-se visível através da 'janela' sem pigmento. A característica fundamental é que a intensidade do brilho pode diminuir conforme o corante sai da circulação, mas o tamanho e o formato da área hiperfluorescente permanecem idênticos ao longo de todo o exame.
O extravasamento (leakage) refere-se à passagem de fluoresceína através de uma barreira hematorretiniana competente (interna ou externa) que foi rompida. Caracteriza-se por uma hiperfluorescência que aumenta em área e intensidade, com margens que se tornam borradas nas fases tardias. Já o acúmulo (pooling) é o preenchimento de um espaço anatômico pré-existente (como um descolamento do EPR ou descolamento seroso da retina sensorial). No pooling, a área de hiperfluorescência é bem delimitada e o corante preenche o espaço, mas não ultrapassa seus limites anatômicos.
A impregnação ou staining ocorre quando o corante entra em tecidos sólidos ou cicatriciais e ali permanece. É comum em cicatrizes de coriorretinite, drusas, esclera exposta ou na cabeça do nervo óptico em fases tardias. Diferente do extravasamento, a hiperfluorescência por impregnação geralmente aparece nas fases tardias do exame e a área não aumenta de tamanho, apenas mantém o brilho enquanto o tecido retém a fluoresceína.
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