Trauma Esplênico: Angioembolização em Lesões Graves Estáveis

HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 30 anos, admitido após colisão entre motocicleta e automóvel, com queixa de dor abdominal. Apresenta-se hemodinamicamente estável. A tomografia com contraste evidencia lesão esplênica grau III com moderado hemoperitônio e sinais de extravasamento de contraste. Assinale a conduta mais adequada no momento.

Alternativas

  1. A) Laparoscopia.
  2. B) Laparotomia.
  3. C) Expectante.
  4. D) Angioembolização.
  5. E) Ringer lactato 30 mL/kg aquecido.

Pérola Clínica

Lesão esplênica com extravasamento de contraste em paciente estável → Angioembolização é a conduta de escolha.

Resumo-Chave

Em pacientes com trauma esplênico e extravasamento de contraste na TC, mesmo estáveis, há alto risco de sangramento contínuo. A angioembolização é a conduta preferencial para controlar o sangramento e preservar o baço, evitando a laparotomia.

Contexto Educacional

O trauma esplênico é uma das lesões de órgão sólido mais comuns em traumas abdominais fechados, especialmente em acidentes automobilísticos e quedas. A importância clínica reside na sua capacidade de causar hemorragia significativa, que pode ser fatal se não for rapidamente controlada. A avaliação inicial e a estratificação do risco são cruciais para determinar a melhor abordagem terapêutica, visando a preservação do órgão sempre que possível. O diagnóstico é frequentemente realizado por tomografia computadorizada com contraste, que permite graduar a lesão e identificar sinais de sangramento ativo, como o extravasamento de contraste. A presença de extravasamento de contraste é um preditor independente de falha do manejo não operatório e indica a necessidade de intervenção para controle do sangramento, mesmo em pacientes inicialmente hemodinamicamente estáveis. A estabilidade hemodinâmica é o pilar para a decisão de manejo não operatório. A angioembolização é a conduta de escolha para pacientes hemodinamicamente estáveis com lesões esplênicas de alto grau ou evidência de sangramento ativo (extravasamento de contraste). Este procedimento minimamente invasivo oclui seletivamente os vasos sangrantes, controlando a hemorragia e aumentando as chances de sucesso do manejo não operatório, preservando o baço e suas funções imunológicas. A laparotomia é reservada para instabilidade hemodinâmica persistente ou falha da angioembolização.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para angioembolização em trauma esplênico?

A angioembolização é indicada em pacientes hemodinamicamente estáveis com lesões esplênicas de alto grau (III-V), pseudoaneurismas, fístulas arteriovenosas ou extravasamento de contraste na tomografia.

Por que a angioembolização é preferível à cirurgia em casos selecionados de trauma esplênico?

A angioembolização é um procedimento minimamente invasivo que permite controlar o sangramento ativo, preservar o baço e suas funções imunológicas, e reduzir a morbidade associada à esplenectomia ou laparotomia.

Quando o manejo não operatório do trauma esplênico é contraindicado?

O manejo não operatório é contraindicado em pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente, peritonite difusa, lesão de víscera oca associada ou falha do manejo não operatório inicial.

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