SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Um paciente diabético e hipertenso está em fase de recuperação de infarto do miocárdio e apresenta um bloqueio átrio-ventricular do segundo grau. De outras comorbidades, ele refere um passado de angioedema e gota. Qual das drogas anti-hipertensivas abaixo seria a ideal para esse paciente?
Angioedema prévio a IECA → contraindica IECA; Losartan (BRA) é alternativa segura.
Pacientes com histórico de angioedema induzido por inibidores da ECA (como Enalapril) devem evitar essa classe. Os Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II (BRA), como o Losartan, são uma alternativa segura e eficaz, pois não atuam no metabolismo da bradicinina. Além disso, metoprolol e verapamil são contraindicados em BAV 2º grau.
A escolha do anti-hipertensivo em pacientes com múltiplas comorbidades, como diabetes, hipertensão, IAM prévio, BAV e histórico de angioedema, exige uma análise cuidadosa para evitar interações e efeitos adversos. O angioedema induzido por inibidores da ECA é uma complicação potencialmente fatal, ocorrendo em cerca de 0,1% a 0,7% dos pacientes, e é uma contraindicação absoluta para o uso dessa classe. Os inibidores da ECA atuam bloqueando a enzima conversora de angiotensina, o que leva ao aumento dos níveis de bradicinina, um potente vasodilatador que pode causar angioedema. Em contraste, os Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II (BRAs), como o Losartan, bloqueiam diretamente o receptor AT1 da angiotensina II, sem afetar o metabolismo da bradicinina, tornando-os uma alternativa segura e eficaz para pacientes com histórico de angioedema por IECA. Além disso, a presença de bloqueio átrio-ventricular de segundo grau contraindica o uso de fármacos que deprimem a condução cardíaca, como betabloqueadores (Metoprolol) e bloqueadores de canais de cálcio não diidropiridínicos (Verapamil), que poderiam agravar o bloqueio e levar a bradicardia sintomática. A hidroclorotiazida, embora útil na hipertensão, pode exacerbar a gota e não é a primeira escolha em pacientes pós-IAM com as comorbidades descritas.
A principal contraindicação é o histórico de angioedema prévio, pois os IECA aumentam a bradicinina, podendo desencadear novos episódios graves de angioedema.
Os Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II (BRAs) não interferem no metabolismo da bradicinina, o que os torna uma opção mais segura para pacientes que desenvolveram angioedema com inibidores da ECA.
Betabloqueadores (como Metoprolol) e bloqueadores de canais de cálcio não diidropiridínicos (como Verapamil e Diltiazem) devem ser evitados, pois podem agravar o bloqueio e a bradicardia.
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