UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Sobre o angioedema hereditário é correto afirmar que:
Angioedema Hereditário: dor abdominal recorrente intensa, sem prurido ou urticária, e corticoides ineficazes.
O angioedema hereditário (AEH) é uma condição rara caracterizada por episódios recorrentes de inchaço que afeta a pele, trato gastrointestinal e vias aéreas superiores. Uma característica marcante são os ataques de dor abdominal intensa, mimetizando um abdome agudo cirúrgico, devido ao edema da parede intestinal. Diferentemente do angioedema alérgico, o AEH não é acompanhado de prurido ou urticária e não responde a anti-histamínicos ou corticoides.
O angioedema hereditário (AEH) é uma doença genética rara, autossômica dominante, caracterizada por episódios recorrentes de angioedema. A maioria dos casos é causada por deficiência ou disfunção do inibidor de C1 esterase (C1-INH), levando a uma produção desregulada de bradicinina, o principal mediador do edema. A prevalência é estimada em 1 em 50.000 indivíduos, e o diagnóstico pode ser desafiador devido à sua raridade e à semelhança com outras condições. Clinicamente, o AEH manifesta-se com inchaço cutâneo (face, extremidades, genitais), edema de mucosas (trato gastrointestinal e vias aéreas) e, ocasionalmente, edema laríngeo, que pode ser fatal. Os ataques de dor abdominal são uma característica distintiva, causados pelo edema da parede intestinal, que pode ser acompanhado de náuseas, vômitos e diarreia, frequentemente levando a diagnósticos errôneos de abdome agudo cirúrgico. É crucial notar que o edema no AEH não é pruriginoso e não está associado a urticária, diferenciando-o do angioedema mediado por histamina. O tratamento das crises agudas de AEH envolve a administração de concentrado de C1-INH, inibidores da calicreína plasmática (ex: ecallantide) ou antagonistas do receptor de bradicinina (ex: icatibanto). Corticosteroides, anti-histamínicos e epinefrina são ineficazes no tratamento do AEH. A profilaxia a longo prazo pode ser considerada para pacientes com crises frequentes ou graves, utilizando andrógenos atenuados ou concentrado de C1-INH. O manejo adequado e o reconhecimento precoce são vitais para prevenir complicações graves, como a obstrução das vias aéreas.
O angioedema hereditário é caracterizado por episódios recorrentes de inchaço que não coçam (não pruriginoso) e não são acompanhados de urticária. Além disso, frequentemente envolve o trato gastrointestinal, causando dor abdominal intensa, e não responde a anti-histamínicos ou corticoides.
A dor abdominal intensa no angioedema hereditário é causada pelo edema da parede intestinal, que leva a cólicas, náuseas, vômitos e diarreia. Esse edema pode ser tão grave que mimetiza um quadro de abdome agudo cirúrgico, levando a intervenções desnecessárias.
Os fatores desencadeantes comuns incluem traumas físicos (cirurgias, procedimentos dentários), estresse emocional, infecções, certos medicamentos (como inibidores da ECA) e, em alguns casos, mudanças hormonais. No entanto, muitas crises podem ocorrer sem um gatilho aparente.
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