Lesões Orais em Adolescentes: Diagnóstico Diferencial

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015

Enunciado

Julgue o item que se segue, relativo as doenças infecciosas na infância e na adolescência. Suponha que um adolescente tenha procurado uma unidade de pronto atendimento queixando-se de mau hálito e dificuldade de ingerir alimentos havia quatro dias e que, no exame físico, o médico tenha observado que o paciente apresentava acentuada halitose, gengivas edemaciadas, hiperemiadas e com úlceras entre os dentes sisos e segundos molares, pseudomembrana em amigdalas e micropoliadenopatia cervical. Nesse caso, o diagnóstico do paciente é de monilíase oral, e o tratamento a ser adotado, além da higienização oral, consiste na administração de nistatina por via oral.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Halitose + Gengivas ulceradas + Pseudomembrana amigdaliana + Adenopatia cervical em adolescente → Suspeitar de Angina de Vincent ou Mononucleose, NÃO monilíase.

Resumo-Chave

O quadro clínico descrito (halitose, úlceras gengivais, pseudomembrana amigdaliana e adenopatia cervical) em um adolescente é mais compatível com condições como a Angina de Vincent (gengivite ulcerativa necrosante aguda) ou mononucleose infecciosa, que podem cursar com faringoamigdalite pseudomembranosa. Monilíase oral (candidíase) tipicamente apresenta placas brancas removíveis e não costuma causar úlceras gengivais tão extensas ou pseudomembranas amigdalianas.

Contexto Educacional

As lesões orais em adolescentes podem ter diversas etiologias, desde infecções virais e bacterianas até condições fúngicas. É fundamental realizar um exame físico detalhado e considerar o contexto clínico para um diagnóstico preciso, evitando tratamentos inadequados. O quadro descrito, com halitose acentuada, gengivas edemaciadas, hiperemiadas e ulceradas entre os dentes, pseudomembrana em amígdalas e micropoliadenopatia cervical, não é típico de monilíase oral. A monilíase (candidíase oral) geralmente se apresenta com placas brancas removíveis na mucosa. As características apresentadas são mais sugestivas de condições como a gengivite ulcerativa necrosante aguda (Angina de Vincent), que é uma infecção bacteriana, ou uma faringoamigdalite pseudomembranosa, que pode ser vista na mononucleose infecciosa. O tratamento da monilíase oral é, de fato, com nistatina oral, mas essa medicação não seria eficaz para as condições mais prováveis neste cenário. A Angina de Vincent requer antibióticos e higiene oral rigorosa, enquanto a mononucleose infecciosa tem tratamento de suporte. Portanto, o item está incorreto ao diagnosticar monilíase e propor o tratamento com nistatina para o quadro clínico apresentado.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da monilíase oral?

A monilíase oral, ou candidíase, geralmente se manifesta como placas brancas cremosas na mucosa oral, língua ou palato, que podem ser raspadas, revelando uma área eritematosa. Raramente causa úlceras gengivais extensas ou pseudomembranas amigdalianas.

Qual o diagnóstico diferencial para úlceras orais e pseudomembranas em adolescentes?

O diagnóstico diferencial inclui gengivoestomatite herpética, gengivite ulcerativa necrosante aguda (Angina de Vincent), mononucleose infecciosa (que pode causar faringoamigdalite pseudomembranosa), e outras causas infecciosas ou inflamatórias.

Como diferenciar Angina de Vincent de mononucleose infecciosa?

A Angina de Vincent é caracterizada por úlceras dolorosas e necrose papilar nas gengivas, halitose e dor. A mononucleose infecciosa cursa com febre, faringite exsudativa (com ou sem pseudomembranas), adenopatia cervical generalizada e esplenomegalia, com úlceras gengivais menos proeminentes.

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