Angina de Prinzmetal: Conexão com Migrânea e Vasoespasmo

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Você é chamado para avaliar um paciente à beira do leito com angina Prinzmetal, o qual está apresentando dor torácica. Foi submetido a cateterismo cardíaco há 2 dias, demonstrando 60% de estenose da artéria coronária direita com espasmo associado durante o angiograma coronário. O espasmo foi aliviado com infusão de nitroglicerina. Qual dos seguintes distúrbios provavelmente o paciente apresenta?

Alternativas

  1. A) Migrânea;
  2. B) Úlcera péptica;
  3. C) Doença vascular periférica;
  4. D) Artrite reativa;
  5. E) Artrite reumatóide;

Pérola Clínica

Angina de Prinzmetal (vasoespasmo coronário) frequentemente coexiste com outras condições vasoespásticas como migrânea e fenômeno de Raynaud.

Resumo-Chave

A angina de Prinzmetal é causada por espasmo das artérias coronárias. É comum que pacientes com essa condição apresentem outras manifestações de disfunção endotelial ou vasoespasmo, como migrânea (enxaqueca) ou fenômeno de Raynaud.

Contexto Educacional

A angina de Prinzmetal, também conhecida como angina vasoespástica, é uma forma de angina pectoris caracterizada por episódios de dor torácica em repouso, geralmente sem relação com esforço físico, e que ocorre devido a um espasmo transitório das artérias coronárias. Embora menos comum que a angina estável ou instável, é crucial reconhecê-la, especialmente em pacientes com dor torácica atípica e sem doença obstrutiva coronariana significativa. A fisiopatologia envolve uma disfunção endotelial que leva a uma hiperreatividade da musculatura lisa vascular coronariana. Essa condição é frequentemente associada a outros distúrbios vasoespásticos sistêmicos, como a migrânea (enxaqueca), o fenômeno de Raynaud e, em alguns casos, espasmo esofágico. A presença de uma estenose coronariana fixa, mesmo que não grave (como os 60% mencionados), pode potencializar o efeito do espasmo. O diagnóstico é sugerido pela clínica e pela resposta aos nitratos, e pode ser confirmado por angiografia coronária com teste provocativo de espasmo (ex: acetilcolina), embora este seja realizado com cautela. O tratamento visa prevenir os espasmos, sendo os bloqueadores dos canais de cálcio (como diltiazem ou verapamil) a primeira linha, e os nitratos de ação prolongada como adjuvantes. É fundamental que o residente esteja ciente dessas associações para um diagnóstico e manejo completos do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da angina de Prinzmetal?

A angina de Prinzmetal é caracterizada por dor torácica em repouso, frequentemente noturna ou nas primeiras horas da manhã, com elevação transitória do segmento ST no ECG, e alívio rápido com nitratos.

Qual a fisiopatologia do espasmo coronário na angina de Prinzmetal?

O espasmo coronário na angina de Prinzmetal é atribuído a uma disfunção endotelial, levando a um desequilíbrio entre fatores vasodilatadores e vasoconstritores, resultando em contração excessiva da musculatura lisa vascular.

Que outras condições estão frequentemente associadas à angina de Prinzmetal?

Pacientes com angina de Prinzmetal frequentemente apresentam outras condições vasoespásticas, como migrânea (enxaqueca), fenômeno de Raynaud e, menos comumente, espasmo esofágico.

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