Dor Torácica: Angina Estável ou SCA? Conduta no PS

FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2022

Enunciado

Homem de 56 anos procura o pronto-socorro por dor torácica. Refere pressão retroesternal irradiada para a mandíbula, desencadeada por esforço, e melhorando após 3 minutos em repouso. Não se altera com a posição ou ventilação. Atendido 1 hora após e no momento assintomático. O eletrocardiograma é normal. A alternativa que melhor relaciona a hipótese mais provável e a conduta, respectivamente, nesse momento, é:

Alternativas

  1. A) Angina de peito - dosagem de troponina
  2. B) Infarto agudo do miocárdio - ecocardiograma
  3. C) Infarto agudo do miocárdio – coronariografia
  4. D) Angina de peito - teste de esforço

Pérola Clínica

Dor torácica típica de angina com ECG normal e assintomático no PS → dosar troponina para excluir SCA.

Resumo-Chave

Em pacientes com dor torácica sugestiva de angina que chegam ao pronto-socorro e estão assintomáticos com ECG normal, a dosagem de troponina é crucial para descartar uma síndrome coronariana aguda (SCA) antes de considerar testes provocativos como o teste de esforço, que é mais apropriado para investigação ambulatorial de angina estável.

Contexto Educacional

A dor torácica é uma queixa comum no pronto-socorro e exige uma abordagem diagnóstica sistemática para diferenciar condições benignas de emergências cardiovasculares, como a síndrome coronariana aguda (SCA). A angina de peito estável, caracterizada por dor retroesternal desencadeada por esforço e aliviada pelo repouso, é um diagnóstico clínico importante, mas deve ser diferenciada de quadros agudos que demandam intervenção imediata. A epidemiologia da doença arterial coronariana (DAC) é relevante, sendo uma das principais causas de morbimortalidade global, e a identificação precoce de SCA é crucial para o prognóstico do paciente. A fisiopatologia da angina envolve um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio, geralmente devido à aterosclerose coronariana. No pronto-socorro, a avaliação inicial inclui anamnese detalhada, exame físico, eletrocardiograma (ECG) e dosagem de marcadores de necrose miocárdica, como a troponina. Um ECG normal não exclui SCA, especialmente IAMSST ou angina instável, e a troponina deve ser dosada em série para detectar elevações. A suspeita de SCA exige monitorização e condutas específicas, enquanto a angina estável, após exclusão de SCA, pode ser investigada ambulatorialmente com testes funcionais. O tratamento da angina de peito estável visa o controle dos sintomas e a prevenção de eventos cardiovasculares. Isso inclui modificações no estilo de vida, terapia medicamentosa (nitratos, betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, antiagregantes plaquetários, estatinas) e, em casos selecionados, revascularização. Para residentes, é fundamental dominar a estratificação de risco e o manejo inicial da dor torácica, garantindo a segurança do paciente e a escolha da conduta mais adequada, seja para investigação ambulatorial ou para tratamento de emergência.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para síndrome coronariana aguda em pacientes com dor torácica?

Sinais de alerta incluem dor retroesternal com irradiação para mandíbula, braço esquerdo ou dorso, desencadeada por esforço e que não melhora rapidamente com repouso. A presença de sudorese, náuseas ou dispneia associadas também são indicativos de maior gravidade.

Por que a dosagem de troponina é fundamental mesmo com ECG normal e paciente assintomático?

A troponina é um marcador sensível de lesão miocárdica. Mesmo com ECG normal e ausência de sintomas no momento da avaliação, um infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSST) ou angina instável podem estar presentes, e a troponina pode estar elevada, indicando a necessidade de investigação e manejo urgentes.

Quando o teste de esforço é a conduta mais apropriada para dor torácica?

O teste de esforço é mais apropriado para a investigação de angina estável em pacientes com baixo a intermediário risco cardiovascular, que estão assintomáticos no momento da avaliação e com ECG normal, após a exclusão de SCA com marcadores de necrose miocárdica negativos.

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