UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Homem de 45 anos, IMC de 30kg/m², com HAS e diabetes mellitus tipo 2 (DM2), em tratamento regular, usando enalapril, tiazídico e metformina, com controle adequado, comparece à consulta médica para avaliação de dor precordial iniciada há quatorze dias. Durante a consulta, paciente está sem dor e o ECG realizado não mostra alterações. A suspeita principal é de Angina pectoris clássica. Nesse caso, a melhor descrição do quadro clínico e a conduta adequada para sua estratificação de risco, respectivamente, são:
Angina clássica = dor constritiva, esforço-dependente, <10 min; estratificação inicial com prova de esforço.
A angina pectoris clássica é caracterizada por dor constritiva retroesternal, desencadeada por esforço físico ou estresse, com duração típica de 2 a 10 minutos. Em pacientes com risco intermediário e ECG basal normal, a prova de esforço é o método inicial preferencial para estratificação de risco, avaliando isquemia induzível.
A angina pectoris clássica, ou angina estável, é uma manifestação da doença arterial coronariana (DAC) caracterizada por dor ou desconforto torácico previsível, desencadeado por esforço físico ou estresse emocional, e aliviado pelo repouso ou nitratos. É uma condição comum, especialmente em pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular como hipertensão, diabetes, dislipidemia e obesidade, como o paciente do caso. A dor é tipicamente constritiva, retroesternal, podendo irradiar para membros superiores, pescoço ou mandíbula, e dura geralmente de 2 a 10 minutos. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nas características da dor. O eletrocardiograma (ECG) de repouso pode ser normal em muitos pacientes com angina estável, não excluindo a doença. A estratificação de risco é fundamental para guiar a conduta terapêutica. Em pacientes com risco intermediário e ECG basal normal, a prova de esforço (teste ergométrico) é o método não invasivo de escolha para avaliar a presença de isquemia induzível, a capacidade funcional e o prognóstico. A identificação correta da angina e a escolha do método de estratificação são cruciais para o manejo da DAC. A prova de esforço é custo-efetiva e fornece informações valiosas para decidir sobre a necessidade de exames mais invasivos, como a angiografia coronariana, ou para otimizar o tratamento clínico.
A dor da angina pectoris clássica é tipicamente constritiva, retroesternal, desencadeada por esforço físico ou estresse emocional, e aliviada pelo repouso ou nitratos. Sua duração usual é de 2 a 10 minutos.
Em pacientes com suspeita de angina pectoris clássica, risco intermediário e ECG basal normal, a prova de esforço (teste ergométrico) é a conduta inicial mais adequada para estratificação de risco, avaliando a presença de isquemia induzível.
Suspeita-se de angina instável quando há angina de início recente, angina em repouso, angina de esforço progressiva ou angina pós-infarto. Nesses casos, a estratificação e o manejo são mais agressivos, podendo exigir internação e investigação mais rápida.
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