Angina com Coronárias Normais: Diagnóstico e Manejo

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020

Enunciado

A angina de peito pode ocorrer em artérias coronárias normais, sem evidência de doença aterosclerótica, e apresenta algumas características específicas. Em relação a essas características, afirma-se: I. Os sintomas ocorrem geralmente em repouso ou em vigência de estresse emocional, com manifestação mais frequente em mulheres. II. As artérias coronárias apresentam aumento da resistência e inabilidade para aumentar o fluxo coronário. III. Os betabloqueadores podem ser úteis para reduzir a frequência cardíaca, e os nitratos e antagonistas do cálcio podem auxiliar no alívio dos sintomas. Estão corretas as alternativas

Alternativas

  1. A) I e II, apenas.
  2. B) I e III, apenas.
  3. C) II e III, apenas.
  4. D) I, II e III.

Pérola Clínica

Angina com coronárias normais (microvascular/vasospástica) → dor em repouso/estresse, disfunção microvascular, tratada com nitratos/BCC.

Resumo-Chave

A angina microvascular e a vasospástica ocorrem na ausência de doença aterosclerótica obstrutiva, caracterizando-se por dor torácica em repouso ou estresse emocional, frequentemente em mulheres. A fisiopatologia envolve disfunção da microcirculação coronariana ou espasmo, levando à isquemia.

Contexto Educacional

A angina de peito em artérias coronárias normais, também conhecida como angina microvascular (ou Síndrome X Cardíaca) e angina vasospástica (ou de Prinzmetal), representa um desafio diagnóstico e terapêutico. Diferente da angina estável clássica, ela ocorre na ausência de doença aterosclerótica obstrutiva significativa, sendo mais comum em mulheres e frequentemente desencadeada por estresse emocional ou ocorrendo em repouso. A fisiopatologia envolve uma disfunção da microcirculação coronariana, resultando em aumento da resistência e incapacidade de dilatação adequada para suprir a demanda miocárdica, ou espasmos transitórios das artérias coronárias. O diagnóstico é de exclusão, após angiografia coronariana que não revela estenoses significativas. Os sintomas são típicos de angina, mas a resposta aos testes de estresse pode ser variável. A avaliação pode incluir testes de provocação de espasmo ou avaliação da reserva de fluxo coronariano. É crucial reconhecer que a ausência de obstruções não exclui a isquemia miocárdica. O tratamento visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Nitratos e antagonistas dos canais de cálcio são a base da terapia para ambas as condições, ajudando a dilatar os vasos e reduzir o espasmo. Betabloqueadores podem ser úteis na angina microvascular para reduzir a demanda miocárdica, mas devem ser usados com cautela ou evitados na angina vasospástica, pois podem exacerbar o espasmo. O controle de fatores de risco cardiovascular e o manejo do estresse também são importantes.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas de angina com artérias coronárias normais?

As principais causas são a angina microvascular (Síndrome X Cardíaca), que envolve disfunção da microcirculação coronariana, e a angina vasospástica (de Prinzmetal), causada por espasmos transitórios das artérias coronárias epicárdicas.

Como diferenciar angina microvascular de angina vasospástica?

Ambas podem causar dor em repouso. A angina vasospástica é caracterizada por elevação transitória do segmento ST no ECG durante a dor e pode ser provocada por testes com acetilcolina. A angina microvascular não apresenta elevação de ST e pode ter reserva de fluxo coronariano reduzida.

Qual o tratamento farmacológico para angina com coronárias normais?

Nitratos e antagonistas dos canais de cálcio são a base do tratamento para ambas. Betabloqueadores podem ser usados na angina microvascular, mas devem ser evitados na vasospástica, pois podem exacerbar o espasmo.

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