UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Mulher, 60 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, tabagista e infarto agudo do miocárdio há 1 ano tratado com angioplastia com stent convencional para artéria descendente anterior. Retorna ao ambulatório de cardiologia referindo que permaneceu assintomática nos primeiros meses após o procedimento. No entanto, há 1 mês, iniciou quadro de dor torácica típica, com limitação para atividades habituais (a angina ocorre ao caminhar um quarteirão plano ou subir um lance de escada). Há uma semana, refere piora do quadro, apresentando incapacidade de realizar qualquer atividade habitual sem desconforto. Exame físico: PA = 150 X 110 mmHg, FC = 96 bpm, pulsos simétricos, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Em relação ao diagnóstico, conduta e tratamento, assinale a opção correta.
Piora progressiva de angina, agora em repouso ou mínimo esforço, em paciente com DAC prévia → Angina Instável em Crescendo = SCA, internação e cateterismo.
A angina instável em crescendo é uma forma de síndrome coronariana aguda (SCA) caracterizada por piora da frequência, intensidade ou duração da angina, ou aparecimento em repouso, em pacientes com angina prévia. Requer internação e investigação invasiva devido ao alto risco de eventos cardiovasculares maiores.
A angina instável em crescendo representa uma forma de Síndrome Coronariana Aguda (SCA) e é uma condição de alta gravidade que exige reconhecimento e manejo imediatos. Ela se manifesta como uma piora significativa da angina preexistente, com episódios mais frequentes, intensos ou prolongados, ou que ocorrem com menor esforço ou em repouso. Pacientes com fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes, tabagismo e histórico de infarto agudo do miocárdio, são particularmente vulneráveis. A fisiopatologia envolve geralmente a ruptura de uma placa aterosclerótica com formação de trombo não oclusivo, levando à isquemia miocárdica. O diagnóstico é clínico, complementado por ECG e biomarcadores cardíacos. A conduta para angina instável em crescendo inclui internação hospitalar, terapia anti-isquêmica e antitrombótica agressiva, e estratificação de risco para determinar a necessidade de uma estratégia invasiva precoce, como o cateterismo cardíaco. O objetivo é estabilizar o paciente, prevenir o infarto e melhorar o prognóstico a longo prazo.
A angina instável em crescendo é caracterizada por um aumento na frequência, intensidade ou duração dos episódios de angina, ou pelo aparecimento de angina com esforço mínimo ou em repouso, em um paciente com angina prévia.
A conduta inicial inclui internação hospitalar, monitorização cardíaca, oxigenoterapia se hipoxemia, nitratos, antiagregantes plaquetários (AAS e P2Y12), anticoagulação e estratificação de risco para definir a necessidade de cateterismo cardíaco precoce.
O cateterismo cardíaco é indicado para identificar a anatomia das artérias coronárias, localizar a lesão culpada e realizar intervenção coronária percutânea (ICP) se necessário, visando restaurar o fluxo sanguíneo e prevenir o infarto.
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