PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Paciente de 78 anos portador de hipertensão, diabetes e dislipidemia é admitido em serviço de emergência com quadro de dor precordial. Essa dor é do tipo queimação, com irradiação para o membro superior esquerdo, com piora quando precisou fazer pequenos esforço como subir na maca, porém com melhora após receber nitrato sublingual. Sua pressão arterial é de 130x80 e a frequência cardíaca de 82bpm. Você solicita prontamente um eletrocardiograma que evidencia o seguinte achado.Você solicita duas dosagens de troponina de alta sensibilidade com intervalo de 2 horas entre elas, o primeiro resultado revela um valor de 14 pg/dL (ref: 16pg/dL) e a segunda um valor de 12 pg/dL.Qual das drogas abaixo teria efeito prognóstico para o paciente e deveria ser iniciada nas primeiras 24 horas?
SCA sem supra-ST → Beta-bloqueador nas primeiras 24h reduz consumo de O2 e melhora o prognóstico (se estável).
Em pacientes com Angina Instável ou IAMSSST, os beta-bloqueadores reduzem a frequência cardíaca e a contratilidade, diminuindo a demanda miocárdica de oxigênio e prevenindo arritmias ventriculares, impactando positivamente na sobrevida.
A Angina Instável faz parte do espectro das Síndromes Coronarianas Agudas sem supra de ST (SCASSST). O diagnóstico é eminentemente clínico, apoiado por ECG (que pode mostrar inversão de onda T ou infra de ST) e biomarcadores (que permanecem negativos ou abaixo do limite de detecção). O tratamento visa estabilizar a placa aterosclerótica e equilibrar a oferta e demanda de oxigênio. Além do beta-bloqueador, a terapia anti-isquêmica inclui nitratos para alívio sintomático (sem benefício em mortalidade) e a terapia antitrombótica obrigatória com AAS e um segundo antiagregante plaquetário (como Clopidogrel ou Ticagrelor).
Eles reduzem a mortalidade e o risco de reinfarto ao diminuir a frequência cardíaca, a pressão arterial e a contratilidade miocárdica. Isso reduz o estresse na parede ventricular, diminui o consumo de oxigênio e melhora a perfusão diastólica das coronárias, além de aumentar o limiar para fibrilação ventricular.
Deve-se evitar em pacientes com sinais de insuficiência cardíaca aguda (Killip > I), evidência de baixo débito cardíaco, risco aumentado de choque cardiogênico (idade > 70 anos, FC > 110 bpm, PAS < 120 mmHg), asma brônquica ativa ou bloqueios atrioventriculares de alto grau.
Valores de troponina abaixo do percentil 99 ou estáveis (sem variação significativa em 1-2h) em paciente com dor típica sugerem Angina Instável em vez de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). No entanto, o risco isquêmico permanece elevado e o paciente deve ser estratificado e tratado com terapia anti-isquêmica e antitrombótica.
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