Angina Instável: Diagnóstico e Abordagem Terapêutica

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025

Enunciado

Quais são as características distintivas da angina instável e qual é a abordagem terapêutica mais adequada?

Alternativas

  1. A) A angina instável manifesta-se com dor torácica que ocorre em repouso e é aliviada com exercício; o tratamento inclui aumento da atividade física e meditação.
  2. B) Caracteriza-se por dor torácica de nova ocorrência ou progressivamente pior, ocorrendo até mesmo em repouso; o tratamento imediato geralmente envolve medicamentos anti-isquêmicos e avaliação para revascularização.
  3. C) Manifesta-se exclusivamente durante o exercício físico e é melhor tratada com cirurgia de bypass coronariano imediatamente após o diagnóstico.
  4. D) É definida por dor torácica que não altera com a atividade física e é tratada principalmente com terapia cognitivo-comportamental para manejo da dor.

Pérola Clínica

Angina instável: dor torácica nova/pior, em repouso → anti-isquêmicos e avaliação revascularização.

Resumo-Chave

A angina instável é uma forma de síndrome coronariana aguda (SCA) sem elevação do segmento ST, caracterizada por isquemia miocárdica que ocorre em repouso, é de nova ocorrência ou progressivamente pior. O manejo inicial visa estabilizar o paciente com terapia anti-isquêmica e antitrombótica, seguido de estratificação de risco para definir a necessidade e o tempo de revascularização.

Contexto Educacional

A angina instável representa uma forma de síndrome coronariana aguda (SCA) sem elevação do segmento ST, sendo um quadro de isquemia miocárdica que exige atenção imediata. É crucial para o residente reconhecer suas características: dor torácica de nova ocorrência, progressivamente pior ou que surge em repouso, diferenciando-a da angina estável. A instabilidade reflete uma piora na placa aterosclerótica, com risco iminente de oclusão total e infarto. A fisiopatologia envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica, levando à formação de um trombo não oclusivo que restringe o fluxo sanguíneo coronariano. O diagnóstico é clínico, complementado por eletrocardiograma (ECG) sem elevação persistente do ST e marcadores de necrose miocárdica (troponinas) normais. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco cardiovascular e dor torácica atípica ou em repouso. O tratamento da angina instável é multifacetado, visando aliviar a isquemia, prevenir a progressão para infarto e reduzir eventos adversos. Inclui terapia anti-isquêmica (nitratos, beta-bloqueadores), antitrombótica (antiagregantes plaquetários como aspirina e clopidogrel/ticagrelor, e anticoagulantes como heparina) e estratificação de risco para determinar a necessidade e o tempo de revascularização (cateterismo cardíaco com angioplastia ou cirurgia de bypass). O prognóstico depende da rapidez e adequação do manejo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para angina instável?

A angina instável é diagnosticada pela presença de dor torácica isquêmica em repouso (geralmente >20 min), angina de nova ocorrência (classe III da CCS) ou angina progressiva (piora da frequência, intensidade ou duração).

Qual a conduta inicial para um paciente com suspeita de angina instável?

A conduta inicial inclui monitorização, oxigenoterapia se hipoxemia, nitratos sublinguais, antiagregantes plaquetários (aspirina e P2Y12), anticoagulantes (heparina) e beta-bloqueadores, se não houver contraindicações.

Como a angina instável se diferencia do infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do ST?

Ambos são síndromes coronarianas agudas sem supra de ST. A diferença reside na presença de elevação de marcadores de necrose miocárdica (troponinas) no infarto, enquanto na angina instável, os marcadores são normais.

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