Angina Estável: Diagnóstico e Manejo Clínico

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 62 anos de idade, obeso, diabético e ex-tabagista, chegou ao consultório com dor torácica opressiva desencadeada por esforços moderados, aliviada com repouso, há cerca de dois meses. Relatou que o quadro evoluiu para limitação com atividades cotidianas. Ao exame físico, mostrou PA = 135 mmHg X 85 mmHg, FC = 80 bpm, sem outros achados significativos. O eletrocardiograma (ECG) de repouso evidenciou sobrecarga ventricular esquerda, e o teste ergométrico revelou depressão do segmento ST em DII, DIII, aVF durante o esforço.\n\nQual é o diagnóstico mais provável para esse caso clínico?

Alternativas

  1. A) Angina estável relacionada à doença arterial coronariana.
  2. B) Tromboembolismo pulmonar crônico.
  3. C) Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada.
  4. D) Pericardite crônica com padrão isquêmico.

Pérola Clínica

Dor opressiva ao esforço + Alívio com repouso + Teste ergométrico positivo = Angina Estável.

Resumo-Chave

A angina estável é caracterizada por dor torácica previsível desencadeada por estresse físico ou emocional, refletindo uma obstrução coronariana fixa que limita o fluxo sanguíneo durante o aumento da demanda metabólica.

Contexto Educacional

A angina estável é a manifestação clínica inicial mais comum da doença arterial coronariana crônica. A fisiopatologia baseia-se na presença de placas ateroscleróticas que reduzem o lúmen das artérias coronárias, impedindo o aumento do fluxo sanguíneo necessário durante o esforço (reserva coronariana reduzida).\n\nO diagnóstico é eminentemente clínico, apoiado por testes provocativos de isquemia. O tratamento visa reduzir a mortalidade (com AAS, estatinas e controle de fatores de risco) e melhorar a qualidade de vida através da redução dos episódios anginosos (beta-bloqueadores, nitratos e bloqueadores de canais de cálcio).

Perguntas Frequentes

Quais os critérios clínicos da angina típica?

A angina típica é definida por três critérios: 1) Dor ou desconforto retroesternal opressivo; 2) Desencadeada por esforço físico ou estresse emocional; 3) Aliviada por repouso ou uso de nitratos em poucos minutos. Se o paciente apresenta os três, a probabilidade pré-teste de doença arterial coronariana é alta.

Como interpretar o teste ergométrico neste caso?

A depressão do segmento ST (infra-desnivelamento) durante o esforço, especialmente quando associada à reprodução dos sintomas de dor, é um sinal clássico de isquemia miocárdica induzida. No caso descrito, a alteração em DII, DIII e aVF sugere isquemia na parede inferior, reforçando o diagnóstico de angina estável por DAC.

Qual o papel dos fatores de risco no diagnóstico?

Idade avançada, obesidade, diabetes mellitus e tabagismo são fatores de risco maiores que aumentam significativamente a probabilidade de aterosclerose coronariana. No paciente diabético, a apresentação clínica pode ser atípica (equivalentes anginosos), mas o quadro descrito é clássico de angina estável.

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