UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Sobre o manejo da angina estável, assinalar a alternativa CORRETA:
Angina + sintomas de ICC → indicação de cineangiocoronariografia para avaliação.
A presença de angina em um paciente com sintomas de insuficiência cardíaca congestiva sugere doença coronariana significativa que pode estar contribuindo para a disfunção ventricular. Nesses casos, a cineangiocoronariografia é indicada para avaliar a anatomia coronariana e guiar a estratégia de revascularização, se necessária, visando melhorar a função cardíaca e os sintomas.
O manejo da angina estável visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e, crucialmente, prevenir eventos cardiovasculares maiores e reduzir a mortalidade. A doença arterial coronariana (DAC) é a principal causa de angina estável, e a presença de sintomas de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) em um paciente com angina sugere uma DAC mais avançada e com maior impacto na função ventricular, elevando o risco e a complexidade do caso. A cineangiocoronariografia (cateterismo cardíaco) é um exame invasivo que permite visualizar as artérias coronárias e identificar estenoses. Sua indicação em pacientes com angina estável é baseada na estratificação de risco e na presença de sintomas refratários ao tratamento clínico otimizado. A presença de angina associada a sintomas de ICC é um forte indicativo de que a DAC pode ser a causa ou um fator contribuinte para a disfunção cardíaca, justificando a investigação anatômica para avaliar a possibilidade de revascularização. O tratamento da angina estável envolve modificações no estilo de vida, terapia medicamentosa para controle de sintomas (nitratos, betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio) e prevenção secundária (AAS, estatinas, IECA/BRA). A revascularização miocárdica (angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização do miocárdio) é considerada para pacientes com sintomas refratários ou para aqueles com doença de alto risco que se beneficiam de aumento da sobrevida, como doença de tronco de coronária esquerda ou doença multiarterial com disfunção ventricular.
Na angina estável, o Ácido Acetilsalicílico (AAS) e as estatinas são as drogas que comprovadamente reduzem a mortalidade, atuando na prevenção de eventos trombóticos e na estabilização da placa aterosclerótica, respectivamente.
A revascularização miocárdica aumenta a sobrevida em pacientes com angina estável de alto risco, como aqueles com doença do tronco da coronária esquerda, doença multiarterial grave com disfunção ventricular esquerda, ou doença multiarterial em diabéticos.
Para pacientes com dislipidemia e diabetes mellitus, que são considerados de muito alto risco cardiovascular, o alvo de LDLc é geralmente < 70 mg/dl, e em alguns casos, < 55 mg/dl, e não < 130 mg/dl.
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