Angina Estável e Hipertensão Refratária: Manejo Combinado

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 62 anos, ex-tabagista e hipertensa de longa data, apresenta, há 6 meses, dor retroesternal em aperto, ao subir ladeira, de média intensidade, sem irradiação, que melhora com o repouso. Nas três últimas aferições, apresentou pressão arterial acima de 180 x 100 mmHg. Está em uso de clortalidona 25 mg/dia, espironolactona 50 mg/dia, losartana 100 mg/dia e anlodipina 10 mg/dia. A conduta medicamentosa correta é

Alternativas

  1. A) acrescentar betabloqueador.
  2. B) trocar a losartana por alisquireno.
  3. C) dobrar a dose de clortalidona.
  4. D) associar enalapril.
  5. E) ciar alfabloqueador.

Pérola Clínica

Angina estável + Hipertensão refratária → Adicionar betabloqueador para controle de ambos.

Resumo-Chave

A paciente apresenta angina estável, uma manifestação de doença arterial coronariana, e hipertensão arterial refratária, definida como pressão arterial não controlada apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético. Betabloqueadores são a primeira linha para o tratamento da angina, pois reduzem a demanda miocárdica de oxigênio, e também são eficazes no controle da pressão arterial, sendo uma adição lógica e benéfica neste cenário.

Contexto Educacional

A angina estável é uma síndrome clínica caracterizada por dor ou desconforto torácico previsível, geralmente desencadeada por esforço físico ou estresse emocional, e aliviada pelo repouso ou nitratos. É uma manifestação da doença arterial coronariana (DAC), onde há um desequilíbrio entre a oferta e a demanda miocárdica de oxigênio. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para DAC e, quando não controlada, pode agravar a angina e levar a eventos cardiovasculares. A hipertensão refratária é um desafio clínico, definida pela incapacidade de atingir a pressão arterial alvo (<140/90 mmHg ou <130/80 mmHg em pacientes de alto risco) apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético, em doses máximas toleradas. Nesses casos, é fundamental investigar causas secundárias de hipertensão e otimizar o tratamento farmacológico. Neste cenário, a adição de um betabloqueador é a conduta mais apropriada. Os betabloqueadores são a primeira linha no tratamento da angina estável, pois reduzem a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e a pressão arterial, diminuindo o consumo de oxigênio pelo miocárdio. Além disso, são potentes anti-hipertensivos e podem contribuir significativamente para o controle da pressão arterial refratária, abordando ambas as condições clínicas de forma eficaz e com um único medicamento.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a angina estável e qual seu tratamento inicial?

A angina estável é dor ou desconforto torácico previsível, desencadeado por esforço físico ou estresse emocional, e aliviado pelo repouso ou nitratos. O tratamento inicial inclui betabloqueadores, nitratos e modificação de fatores de risco.

Como é definida a hipertensão refratária e quais são as causas comuns?

Hipertensão refratária é a pressão arterial que permanece acima da meta apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético, em doses otimizadas. Causas comuns incluem má adesão, hipertensão secundária (ex: hiperaldosteronismo, doença renal), e uso de substâncias que elevam a PA.

Por que os betabloqueadores são uma boa escolha para este paciente?

Os betabloqueadores são eficazes no tratamento da angina estável, pois reduzem a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e a pressão arterial, diminuindo o consumo de oxigênio pelo miocárdio. Além disso, são potentes anti-hipertensivos, auxiliando no controle da pressão arterial refratária.

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