FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo masculino, 68 anos de idade, hipertenso e dislipidêmico, apresenta episódios de dor torácica aos esforços moderados, que cessam com o repouso. Nega sintomas e repouso. Eletrocardiograma (ECG) basal com ritmo sinusal e alterações inespecíficas de repolarização. Em teste ergométrico, desenvolve dor torácica e infradesnível de ST de 2 mm na fase de esforço moderado. Ecocardiograma basal normal. Está em uso de AAS, sinvastatina metoprolol. Com relação ao quadro clínico descrito acima e aos exames, assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA.
Angina estável + Teste Ergométrico de alto risco → Coronariografia invasiva = Investigação e revascularização.
Pacientes com angina estável e teste ergométrico de alto risco, caracterizado por infradesnível de ST significativo em baixa carga ou associado a sintomas, devem ser encaminhados para coronariografia invasiva para avaliação da anatomia coronariana e potencial indicação de revascularização.
A angina estável é uma manifestação comum da doença arterial coronariana (DAC), caracterizada por dor torácica previsível desencadeada por esforço e aliviada pelo repouso. A estratificação de risco é crucial para determinar a melhor abordagem terapêutica. O teste ergométrico é uma ferramenta diagnóstica e prognóstica fundamental, e um resultado de alto risco indica a necessidade de investigação mais aprofundada. Um teste ergométrico de alto risco, como o descrito na questão (infradesnível de ST de 2 mm na fase de esforço moderado com dor torácica), sugere uma doença coronariana extensa ou grave. Nesses casos, a coronariografia invasiva é indicada para definir a anatomia das lesões e planejar uma possível revascularização, seja por angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização miocárdica, visando melhorar os sintomas e o prognóstico do paciente.
Um teste ergométrico é de alto risco quando há infradesnível de ST ≥ 2 mm em baixa carga, dor torácica típica, ou alterações hemodinâmicas significativas.
A coronariografia invasiva permite visualizar a anatomia das artérias coronárias, identificar estenoses significativas e guiar a decisão de revascularização.
Os critérios incluem angina refratária ao tratamento clínico otimizado, teste de estresse de alto risco ou disfunção ventricular esquerda de etiologia isquêmica.
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