Tratamento da Angina Estável: Betabloqueadores e BCCs

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024

Enunciado

Sobre o tratamento medicamentoso da angina estável, qual a alternativa correta?

Alternativas

  1. A) Nitrato de ação prolongada é o medicamento de primeira escolha para o controle da angina.
  2. B) Antagonistas dos canais de cálcio dão agentes de segunda linha para alívio sintomático em pacientes com angina vasoespástica.
  3. C) Trimetazidina tem ação de vasodilatação importante e não deve ser utilizada em associação com outros vasodilatadores.
  4. D) Antagonistas dos canais de cálcio diidropiridínicos podem ser associados a betabloqueadores.

Pérola Clínica

Angina Estável: BB são 1ª linha; BCC diidropiridínicos podem ser associados com segurança.

Resumo-Chave

O tratamento da angina estável foca na redução da demanda de O2 (BB e BCC) e melhora da oferta. A combinação de BB com BCC diidropiridínicos (ex: anlodipino) é segura e eficaz.

Contexto Educacional

A angina estável é a manifestação clínica da isquemia miocárdica crônica, geralmente causada por aterosclerose coronariana. O objetivo do tratamento medicamentoso é duplo: melhorar o prognóstico (prevenir infarto e morte) e reduzir os sintomas isquêmicos. Para o prognóstico, utilizam-se antiagregantes plaquetários (Aspirina) e estatinas. Para o controle sintomático, os betabloqueadores são a base da terapia. Se a angina persistir, adicionam-se bloqueadores dos canais de cálcio (BCC). Na angina vasoespástica (Prinzmetal), os BCC são a primeira escolha, enquanto os betabloqueadores podem ser contraproducentes. A trimetazidina é um agente metabólico que pode ser usado como terapia adjuvante, agindo na otimização do uso de glicose pelo miocárdio isquêmico sem afetar parâmetros hemodinâmicos significativamente.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira linha de tratamento para angina estável?

Os betabloqueadores são considerados os medicamentos de primeira escolha para o tratamento sintomático da angina estável. Eles atuam reduzindo a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e a pressão arterial, o que diminui o consumo de oxigênio pelo miocárdio. Além disso, aumentam o tempo de diástole, melhorando a perfusão coronariana.

Pode-se associar betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio?

Sim, mas com cautela quanto à classe do BCC. Os bloqueadores dos canais de cálcio diidropiridínicos (como anlodipino e nifedipino de liberação lenta) podem ser associados aos betabloqueadores para potencializar o efeito antianginoso. No entanto, os BCC não-diidropiridínicos (verapamil e diltiazem) devem ser evitados em associação com BB devido ao risco sinérgico de bradicardia e depressão da condução AV.

Qual o papel dos nitratos de ação prolongada?

Os nitratos de ação prolongada (como o mononitrato de isossorbida) são considerados agentes de segunda linha. Eles são indicados quando os sintomas não são controlados com betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio, ou quando estas drogas são contraindicadas. É fundamental garantir um período livre de nitrato (10-12 horas) para evitar o desenvolvimento de tolerância farmacológica.

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