FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
Paciente de 85 anos, branco, casado, natural e procedente de São Paulo capital. Tem história de problemas cardíacos, dores articulares e aterosclerose. Faz uso de Amiodarona e Acido Acetil Salicílico. Não usa anti-inflamatórios por recomendação médica e gastrite. Procura atendimento médico, devido episódios de dor epigástrica e mesogástrica há meses. Geralmente, dor pós alimentar, fazendo com que o paciente tenha "medo de comer". Associado, relata perda de peso. No momento encontra-se sem dor abdominal. Ao exame físico, a aplpação abdominal é indolor. Analisando o quadro clínico acima, assinale a alternativa correta:
Idoso, aterosclerose, dor pós-prandial ('medo de comer'), perda de peso → Angina Abdominal (Isquemia Mesentérica Crônica).
A angina abdominal, ou isquemia mesentérica crônica, deve ser suspeitada em pacientes idosos com história de aterosclerose que apresentam dor abdominal pós-prandial, levando a 'medo de comer' e consequente perda de peso. A dor ocorre devido à demanda metabólica aumentada do intestino após a alimentação em um contexto de suprimento sanguíneo comprometido.
A angina abdominal, ou isquemia mesentérica crônica, é uma condição grave que resulta do suprimento sanguíneo inadequado para o intestino, geralmente devido à aterosclerose das artérias mesentéricas. Embora menos comum que a isquemia cardíaca ou periférica, é crucial reconhecê-la, especialmente em pacientes idosos com múltiplos fatores de risco cardiovascular. A condição pode levar a dor crônica, desnutrição e, se não tratada, progressão para isquemia mesentérica aguda, uma emergência cirúrgica. O quadro clínico típico envolve dor abdominal pós-prandial, que se manifesta 30 a 60 minutos após as refeições, quando a demanda metabólica do intestino é maior. Essa dor é frequentemente descrita como intensa e difusa, levando o paciente a desenvolver 'medo de comer' (sitiofobia) para evitar a dor. Consequentemente, a perda de peso é um achado comum e um sinal de alerta importante. A história de aterosclerose em outros leitos vasculares (coronariano, periférico) reforça a suspeita. O diagnóstico da isquemia mesentérica crônica requer um alto índice de suspeição clínica. Exames complementares são essenciais para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento. A angiotomografia (Angio-TC) ou angioressonância (Angio-RM) das artérias mesentéricas são os métodos de escolha para visualizar as estenoses ou oclusões. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo adequado, seja por revascularização endovascular (angioplastia com stent) ou cirúrgica (bypass), e o manejo dos fatores de risco ateroscleróticos.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal pós-prandial (geralmente 30-60 minutos após comer), que leva o paciente a desenvolver 'medo de comer' (sitiofobia) e, consequentemente, perda de peso.
A aterosclerose é o principal fator de risco, pois causa estenose ou oclusão das artérias mesentéricas, comprometendo o fluxo sanguíneo para o intestino, especialmente após as refeições, quando a demanda metabólica é maior.
A investigação inclui exames de imagem vascular, como angiotomografia (Angio-TC) ou angioressonância (Angio-RM) do abdome, para visualizar as artérias mesentéricas e identificar estenoses ou oclusões que comprometem o fluxo sanguíneo.
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