ENARE/ENAMED — Prova 2025
Dos antifúngicos abaixo, o único que é administrado apenas por via intravenosa é:
Anfotericina B = Administração exclusivamente intravenosa devido à nula absorção gastrointestinal.
A Anfotericina B é um polieno com alta toxicidade e ausência de absorção oral, sendo reservada para infecções fúngicas graves via parenteral.
A farmacologia dos antifúngicos é um tema recorrente em provas de residência, focando na diferenciação entre as classes (polienos, azóis e equinocandinas). A Anfotericina B destaca-se pelo seu amplo espectro, mas também pelo seu perfil de efeitos colaterais, especialmente a nefrotoxicidade e reações infusionais. O conhecimento das vias de administração é crucial para a prática clínica, permitindo o manejo adequado de infecções fúngicas invasivas em pacientes críticos, onde a via parenteral é mandatória inicialmente, mas a transição para via oral é buscada com fármacos que permitem essa flexibilidade.
A Anfotericina B é uma molécula grande e altamente lipofílica que apresenta absorção insignificante pelo trato gastrointestinal. Para atingir concentrações terapêuticas sistêmicas no tratamento de micoses profundas, a administração deve ser obrigatoriamente intravenosa.
Existem a formulação convencional (desoxicolato) e as formulações lipídicas (lipossomal, complexo lipídico e dispersão coloidal). As formas lipídicas são preferidas em muitos cenários por apresentarem menor nefrotoxicidade, mantendo a eficácia.
Sim, a maioria dos azóis como Fluconazol, Voriconazol, Itraconazol e Posaconazol possui excelente biodisponibilidade oral, permitindo a transição da terapia intravenosa para oral (step-down) assim que o paciente estiver estável.
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