CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
A anfotericina B utilizada nas formulações oculares apresenta:
Anfotericina B ocular = Fotossensível + Instável em temperaturas > 37ºC.
Devido à sua estrutura polênica, a anfotericina B é altamente sensível à luz e ao calor, exigindo armazenamento rigoroso para manter a eficácia clínica.
O uso de anfotericina B tópica é um pilar no tratamento de ceratites fúngicas, especialmente aquelas causadas por leveduras. Sua manipulação exige cuidados farmacêuticos específicos, como a diluição em água destilada ou soro glicosado (o soro fisiológico pode causar precipitação) e o armazenamento em frascos âmbar sob refrigeração. Compreender as propriedades farmacocinéticas e a estabilidade deste antifúngico é crucial para o sucesso terapêutico. A instabilidade térmica mencionada na questão reforça a necessidade de orientar o paciente sobre o armazenamento correto do colírio, evitando a exposição ao calor excessivo que inativaria o princípio ativo.
A principal limitação reside na sua instabilidade físico-química e toxicidade tecidual. A molécula é altamente fotossensível e degrada-se rapidamente em temperaturas superiores a 37ºC. Além disso, em concentrações tópicas, pode causar dor intensa, ceratite ponteada e retardo na reepitelização corneana, o que limita o uso de concentrações muito altas (geralmente utiliza-se 0,15% a 0,5%).
A Anfotericina B possui um espectro amplo, sendo particularmente eficaz contra leveduras, como Candida albicans, e alguns fungos filamentosos. No entanto, para fungos filamentosos como Aspergillus e Fusarium, a Natamicina é frequentemente considerada a droga de primeira escolha devido à melhor penetração e eficácia específica, embora a Anfotericina B continue sendo uma alternativa importante.
Não é rotineiramente recomendada devido ao alto risco de necrose conjuntival e escleral. A droga é extremamente irritante para os tecidos moles oculares quando injetada nessa via. Em casos graves de endoftalmite fúngica, a via intravítrea é preferida, mas requer doses extremamente baixas e controladas (geralmente 5 a 10 microgramas) para evitar toxicidade retiniana.
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